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Triplex do Guarujá: Empresário viu oportunidade ao arremata-lo por R$ 2,2 mi

Triplex do Guarujá | Foto: Divulgação

Empresário viu oportunidade | O tríplex em Guarujá (SP), atribuído pela Lava Jato ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi arrematado em leilão pelo valor mínimo de R$ 2,2 milhões. O único lance foi dado nos últimos minutos do leilão online, que terminou às 14h desta terça-feira (15/mai).

O comprador foi o empresário Fernando Costa Gontijo, que considerou o preço adequado e avalia que o simbolismo pode agregar valor ao imóvel.

Ele terá 72 horas para realizar o pagamento. Também deverá pagar 5%, ou R$ 110 mil, de comissão para o leiloeiro.

“Estou sempre atento às boas oportunidades e a minha percepção é de que fiz um bom investimento”, diz o dono da Guarujá Participação, empresa criada com finalidade específica de fazer a compra.

Gontijo, 64, afirma que trabalha há 38 anos com imóveis em Brasília, tanto no ramo de construção como de investimentos. Tem mais de uma dezena de empresas no ramo, a principal delas sendo a FCG Comércio, Turismo e Serviços.

Ele nega ter ligações políticas e diz que viu uma boa oportunidade no apartamento do edifício Solaris, em Guarujá (SP), que fica em frente à praia de Astúrias, mas diz que a rentabilidade do arremate é ainda uma aposta.

Como empresário, já passou pela Via Engenharia, empresa investigada no caso do mensalão do Distrito Federal, que envolveu o ex-governador José Roberto Arruda.

Gontijo diz que ainda não decidiu o que pretende fazer com o tríplex. “Vou aguardar a homologação da compra, a carta de arrematação e então vou definir a estratégia de projeto para o imóvel”, diz.

Segundo o empresário, não valia a pena esperar por um segundo leilão, com preço menor, porque poderia atrair mais interessados.

Ele aponta que era possível prever a chance de mais interessados no apartamento porque já havia ao menos outros sete inscritos nesse primeiro leilão.

Na manhã desta terça (15/mai), um usuário de Piracicaba, no interior de São Paulo, também chegou a realizar uma oferta no valor mínimo.

Posteriormente, no entanto, ele enviou um email dizendo que fez o lance equivocadamente.

Segundo a assessoria de imprensa da Superbid, responsável pelo leilão na internet, o usuário pediu o cancelamento da oferta, autorizado pelo juiz Sergio Moro.

O tríplex do condomínio Solaris, de acordo com o anúncio, tem 215 m² de área privativa, quatro dormitórios (sendo duas suítes), sala com varanda, piscina, churrasqueira e duas vagas de garagem.

Um elevador integra os três andares, mas não é possível verificar o funcionamento porque a luz da unidade não está ligada, informa o laudo de avaliação.

Segundo a administração do condomínio, recaem sobre o imóvel débitos de cerca de R$ 47 mil, que deverão ser pagos pelo arrematante.

Na ação apresentada pelo Ministério Público Federal, Lula foi acusado de receber R$ 3,7 milhões de propina da empreiteira OAS em decorrência de contratos da empresa com a Petrobras.

O valor, apontou a acusação, se referia à cessão pela OAS do apartamento tríplex ao ex-presidente, a reformas feitas pela construtora nesse imóvel e ao transporte e armazenamento de seu acervo presidencial (este último ponto rejeitado por Moro).

Lula teve a condenação confirmada e a pena aumentada para 12 anos e um mês de prisão pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em janeiro deste ano.

Em abril, após mandado de prisão expedido por Moro, o ex-presidente se entregou na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR).

O petista defende sua inocência e se diz vítima de perseguição da força-tarefa e da Justiça. O ex-presidente afirma que não havia provas para condená-lo e que não era dono do tríplex.

No dia 16 de abril, após a prisão de Lula, o imóvel chegou a ser invadido por militantes sem-teto. Cerca de 30 manifestantes pularam as grades de acesso e subiram 16 lances de escada até o apartamento.

Com informações: Folhapress.

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