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Preocupante! Incêndios ameaçam a vida do Soldadinho do Araripe

Municípios que compõem o habitat da espécie registraram 905 incêndios apenas no último ano (Foto: Serena Morais/Jornal do Cariri)

Atuante na proteção do Soldadinho do Araripe há mais de dez anos, a Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) busca aproximação do poder público caririense. Em visita às Câmaras Municipais de Crato, Barbalha e Missão Velha – municípios onde a ave pode ser encontrada junto à Chapada do Araripe -, representantes da entidade apresentaram às casas legislativas o projeto que orienta sobre o manejo das matas e águas para conservação da espécie. Um dos fatores que contribuem para sua diminuição continua sendo a ocorrência de queimadas.

Somente nos três municípios onde o Soldadinho pode ser encontrado ocorreram 905 focos de calor no ano de 2016. O número é mais do que o dobro daquele registrado em 2008, que contou com 413 queimadas. A maior parte dos registros é feita entre os meses de outubro e novembro, comprometendo a espécie por ser o período de sua reprodução.

De acordo com Weber Girão, biólogo da Aquasis, o último censo, que apontou redução de 12,3% da espécie, assinala a necessidade em efetivar ações para evitar a extinção da espécie. “Em 15 anos, o Soldadinho pode ser extinto. A questão é que ele pode demorar mais do que isso para se extinguir e pode demorar menos – inclusive não se extinguindo. Vai depender dos fatores que o estão levando à extinção”, afirma.

Como informou Weber, as visitas às Câmaras se dão como forma de situar os vereadores sobre a importância do desenvolvimento de ações no tocante aos cuidados com o Soldadinho do Araripe. Dos municípios considerados habitat natural da ave, Barbalha foi o recordista em sua redução: 15,5%. Já Crato e Missão Velha apresentaram, respectivamente, diminuição de 11,6% e 9,5%. Daí, a importância em ter o apoio do poder público e da população no andamento do Plano de Ação Nacional para Conservação do Soldadinho do Araripe, coordenado pela Aquasis.

Desde o ano de 2006, a imagem do pássaro como símbolo regional é construída pela Associação. Como acredita Weber, parte desse mérito tem origem no trabalho, parte é da própria espécie e há, ainda, o desejo da sociedade e a torcida pela sua sobrevivência. “Isso existe e está latente. O que a gente quer fazer é nortear esse sentimento para que se traduza em mudança de comportamento e ter a participação da sociedade consciente”, explica, questionando se as pessoas se omitirão do fato e deixarão a espécie ser extinta.

Fonte: Jornal do Cariri

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