
A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) abrirá uma investigação preliminar para apurar o acidente envolvendo um helicóptero particular, na última quinta-feira, em Guaramiranga (a 108 km de Fortaleza). Na ocasião, seis pessoas ocupavam a aeronave, cuja hélice decepou a perna direita do engenheiro José Carlos Pontes. Ele passou por cirurgia no mesmo dia do acidente e está clinicamente estável.
O que levou a CGD a investigar o caso foi o fato de a aeronave estar sendo pilotada por um oficial da Polícia Militar (PM). Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o exercício de atividade extra é proibida pelo Código de Conduta da PM.
Em resposta ao procedimento que será instaurado pela CGD, ainda sem data definida, a assessoria de imprensa da SSPDS adiantou ao O POVO que não há confirmação de que o oficial exercia atividade extra por remuneração. Segundo o órgão, apesar de estar lotado no 14º Batalhão da PM, o major era amigo dos tripulantes da aeronave e poderia estar pilotando a passeio.
Ainda segundo a SSPDS, o major pertenceu à Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), sendo um dos pilotos mais experientes da corporação. A Secretaria informou que aguarda que o procedimento da CGD seja concluído para se posicionar sobre a conduta do major. O número de telefone do major Dirceu também não foi disponibilizado. O comandante-geral da PM, coronel Werisleik Pontes Matias, foi procurado, mas não estava em seu gabinete e não atendeu as chamadas no celular.
Investigação
Ontem, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ainda não tinha confirmação se o caso seria investigado pelo órgão, que avalia a regularidade da documentação da aeronave e piloto. Também não havia dados sobre a apuração realizada pela Força Aérea Brasileira (FAB), através do Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa II). Ontem, O POVO tentou ouvir um representante do Seripa II, mas as chamadas na Instituição não foram atendidas. Na sede do Seripa I, em Brasília, o tenente Longo informou que o caso havia sido registrado, mas não deu detalhes sobre a investigação.
O Povo

