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Eleições 2018: Pré-candidatos à Presidência comentam pesquisa Datafolha

Depois da divulgação dos resultados da nova pesquisa Datafolha com cenários para a corrida presidencial de outubro deste ano, neste domingo (15), os pré-candidatos à Presidência da República comentaram seus desempenhos junto ao eleitorado.

Empatada com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) na liderança dos cenários eleitorais sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a ex-ministra Marina Silva (Rede) diz estar preocupada com o “risco de extrema polarização”. Por meio de nota, Marina destaca que possui interesse pelo debate e não com embate, numa referência a Bolsonaro. Considerando os cenários em que Lula, preso em Curitiba, não aparece entre os candidatos, a pré-candidata da Rede varia entre 15% e 16% das intenções de voto; Jair Bolsonaro tem 17%.

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), que varia entre 7% e 8% na pesquisa, declarou por meio de um comunicado que está otimista com o início de sua pré-campanha, mas considera os cenários ainda incipientes. Na sua opinião, o eleitor começará a definir seu voto apenas a partir de agosto. “Pesquisas são retratos do momento e o momento é de completa indefinição”, ponderou.

Presidente do PSDB, Alckmin também questiona a distinção entre a pesquisa mais recente do Datafolha e o levantamento anterior do instituto de pesquisas, realizado no final de janeiro. O tucano acredita que os números apurados na nova pesquisa “não permitem inferir qualquer tipo de evolução”.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse estar satisfeito com o desempenho do ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato da legenda. No cenário em que Lula não participaria da disputa, Ciro conta com 9% das intenções de voto, empatado com Geraldo Alckmin e com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB). “O resultado está bom. Está dentro do que a gente havia previsto. Agora é avançar”, resumiu.

Lupi, no entanto, não esconde sua preocupação com a persistência da intenção de votos de Jair Bolsonaro. Ele afirma que, num primeiro momento, acreditava que o maior adversário de Ciro Gomes seria o tucano. “Imaginávamos que haveria uma queda de Bolsonaro”, disse. “Mas hoje eu não sei. Ele está conseguindo se manter. Seu eleitorado acredita que a solução da violência é a pena de morte. É algo muito preocupante”, diz Carlos Lupi.

Para o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, Joaquim Barbosa teve um desempenho abaixo do potencial esperado pelo partido. Recém-filiado ao PSB, Barbosa oscilou entre 9% e 10% das intenções de voto nos cenários sem Lula. “Acho que o resultado foi aquém do que o potencial que de fato ele (Barbosa) tem. O que acontece com o ministro Joaquim é que muitas pessoas não lembram o nome. Quando você mostra a fotografia, a pessoa lembra”, afirma Siqueira.

O dirigente ponderou, contudo, que o resultado foi “excelente”, quando se leva em conta que Joaquim Barbosa sequer anunciou oficialmente a pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

Veja Abril.

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