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Milagres-CE: Município apresenta casos de conjuntivite; conheça sobre a doença e saiba como prevenir

É possível pegar conjuntivite com um aperto de mãos?

A resposta para essa pergunta é: Sim!

No município de Milagres-CE, foi constatado vários casos de conjuntivite, no entanto, não chegou a ser considerado como surto, mas a prevenção é a melhor saída para evitar esse tipo de doença.

Mas o que é mesmo conjuntivite?

A conjuntivite é a inflamação ou irritação da conjuntiva (a membrana transparente que reveste o globo ocular) e a parte interna das pálpebras. Essa condição pode acontecer por diversas razões como bactérias, vírus, agentes tóxicos ou até mesmo alergias. Os dois primeiros casos são contagiosos, sendo os vírus os grandes responsáveis por surtos e epidemias de conjuntivite.

Os sintomas da conjuntivite são bastante incômodos como coceira, vermelhidão, ardência e visão turva. Em alguns casos de conjuntivite viral, pode existir secreção esbranquiçada, enquanto a bacteriana produz secreção amarelada e abundante. Para fugir de até 20 dias de desconforto nos olhos é importante tomar alguns cuidados.

Antes de falarmos dos cuidados, entenda um pouco mais dos tipos comuns de conjuntivite.

Conjuntivite alérgica

A conjuntivite alérgica acontece quando os olhos entram em contato com alguma substância que irrita os olhos. As substâncias que mais causam a reação alérgica aos olhos são: pó, pólen, mofo, pelos de animal, entre outros.

Esse tipo de conjuntivite não é transmissível, portanto não é necessário faltar aula ou trabalho. Também não é preciso utilizar outros objetos, como talheres, roupa de cama e de banho.

Na maioria das vezes, além da conjuntivite alérgica, espirros e coriza também estão presentes, esses últimos causadores de muita coceira.

Conjuntivite viral

Essa é a forma mais comum de conjuntivite e, geralmente, esse tipo é causado por um vírus conhecido como adenovírus. Sintomas de virose pode ser comum ao ser contaminado, como febre e sintomas parecidos com os de resfriado.

Esse é o tipo de conjuntivite mais transmissível e as pessoas podem se infectar por meio de secreções oculares. Se o paciente encostar nos olhos e logo após tocar em algum objeto e outra pessoa também utilizar o mesmo objeto, ela pode ser infectada.

Mas é importante deixar claro que a doença não é transmitida pelo ar. Não tocar nas mesmas coisas que alguém com a doença já é o bastante para não ser contaminado. Se o paciente estiver com sintomas respiratórios, como tosse e espirro, aí sim o vírus pode ser transmitido. Não pelo ar, mas sim pelas secreções que emitiu.

Esse tipo de conjuntivite começa em um olho e, de 1 a 2 dias, já é transmitida para o outro olho. A doença é curada sozinha, entre 7 a 10 dias o problema é resolvido, sem a necessidade de tratamento. Mas, muitas vezes, o médico pode recomendar colírio para causar menos desconforto. O contágio pode ser feito durante todo o tempo em que o olho estiver vermelho.

Conjuntivite bacteriana

Esse tipo de conjuntivite é bem menos comum do que a viral. Há apenas cinco tipos de bactérias que podem acometer aos olhos, e elas são conhecidas como:

  • Streptococcus pneumoniae;
  • Staphylococcus aureus;
  • Moraxella catarrhalis;
  • Pseudomonas aeruginosa;
  • Haemophilus influenzae.

A transmissão se dá através do contato entre secreções, sendo que uma delas precisa estar contaminada. Na conjuntivite bacteriana é necessário o contato pessoal para que a transmissão seja feita. Dividir toalhas e roupas de cama pode ser um fator de risco.

Apesar da conjuntivite ocorrer nos olhos, a secreção pode estar por todas as partes da pele e apenas um toque é o suficiente para infectar outra pessoa. O uso de colírios com antibiótico na composição é indicado para tratar o problema.

Distinção de conjuntivite alérgica, viral e bacteriana

Como muitas pessoas tem essa dúvida, abaixo você consegue distinguir as 3 principais (alérgica, viral e bacteriana):

  • Os três tipos de conjuntivite costumam causar secreção nos olhos. Enquanto na bacteriana a secreção é purulenta, na viral e alérgica a secreção costuma ser mais aquosa.
  • Na forma viral, outros sintomas de virose costumam estar presentes, como dor de garganta, espirros, tosse e mal estar.
  • A forma alérgica costuma afetar os dois olhos ao mesmo tempo, enquanto a bacteriana e a viral primeiro afeta um dos olhos e, dias depois, o outro.
  • Linfonodos palpáveis na região posterior das orelhas costumam estar presentes nas formas bacterianas e virais, diferente da alérgica, que não costuma apresentá-los.

O diagnóstico não é fácil de fazer e, muitas vezes, os oftalmologistas erram, dando diversos colírios que possuem antibióticos para conjuntivites que não necessitam, como a viral e a alérgica.

  • Veja quais são as formas mais comuns para se pegar conjuntivite como evitar.

A grande inimiga dos olhos: a mão

As mãos funcionam como meio de transporte para as bactérias e vírus até os olhos. Essa é definitivamente a forma mais fácil de pegar conjuntivite. Isso porque as pessoas não têm o costume de lavar as mãos com frequência, e o simples contato entre duas pessoas pode transmitir o vírus. Essa também é uma forma de transmitir a conjuntivite de um olho para o outro, ou até provocar a retransmissão, quando a doença já estava em processo de cura. Para evitar a principal forma de contaminação é importante lavar as mãos com frequência. Da mesma forma, eliminar o hábito de colocar as mãos nos olhos ou coçá-los.

Pegar conjuntivite por objetos compartilhados

Toalhas de rosto, maquiagem e até mesmo frascos de colírios também podem transmitir a conjuntivite. Durante a fase de contágio, o paciente deve separar seus objetos de uso pessoal e trocá-los diariamente para evitar que outras pessoas possam pegar conjuntivite. O cuidado é ainda mais rigoroso para os produtos cosméticos e maquiagens. Todos os que tiveram contato com os olhos devem ser eliminados. Já os frascos de colírios e pomadas não devem tocar os olhos durante a aplicação para evitar a contaminação dos mesmos

Evite multidões e ambientes fechados

Por ser altamente contagiosa, a conjuntivite viral pode ser transmitida entre grandes multidões ou em ambientes fechados. O ideal é que os funcionários sejam dispensados do trabalho durante o período de contágio. Isso porque o incômodo nos olhos é grande e é importante que o paciente possa descansar os olhos durante o tratamento. Apesar de o tempo ser relativamente grande, essa atitude evita que toda a empresa pegue conjuntivite, acarretando a perda da produtividade.

Pegar conjuntivite é sempre um desconforto e gera impactos na vida social e no ambiente de trabalho. Para evitar essa doença é fundamental ter cuidado com a saúde dos olhos e evitar o contato com pessoas que tenham a conjuntivite, ou tiveram recentemente. A conjuntivite viral não tem cura, entretanto é possível diminuir o desconforto. Já a bacteriana deve ter seu tratamento indicado por um médico oftalmologista, que prescreverá os colírios e antibióticos adequados. Em todos os casos, é fundamental que o diagnóstico seja feito por um médico oftalmologista. Se os sintomas começarem a surgir, procure um médico, inicie o tratamento imediatamente e evite que outras pessoas sejam contaminadas.

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