Não é raro escutar que alguém sofreu uma tentativa ou até mesmo caiu no golpe da ligação do parente ou amigo pedindo socorro. Não, nós não estamos nos referindo ao truque do falso sequestro, e sim, daquela jogada onde a vítima recebe uma ligação de um familiar ou amigo falando que está em apuros, geralmente está vindo de viagem e está precisando de um valor para ser socorrido. Há inclusive, registro de milagrenses que sofreram esse tipo de assedio, porém, esse truque já está ultrapassado, o que está em alta atualmente é o golpe do WhatsApp, é uma espécie de modernização dessa modalidade de golpe.

Antes de explicar como ele funciona, vale mencionar que a Polícia Civil do Estado do Ceará divulgou, nesta quarta-feira (05/dez), os detalhes de uma investigação conduzida pela Célula de Inteligência Cibernética do Departamento de Inteligência Policial (DIP), que apura uma nova modalidade de golpe que vem sendo aplicado em todo Brasil. De acordo com as investigações, mais de cinco mil pessoas já foram vítimas da ação criminosa. No Estado do Ceará, 50 Boletins de Ocorrência (B.0) sobre o assunto foram registrados até o momento.
O golpe é aplicado da seguinte forma: Uma mensagem pelo aplicativo WhatsApp, vinda de um familiar ou amigo próximo deveria estar acima de qualquer suspeita, mas essa é a forma utilizada pelos suspeitos para conseguir dinheiro das vítimas, nessa nova modalidade de crime cibernético. O meio utilizado para conseguir o acesso aos contatos e a conta no aplicativo de troca de mensagens das vítimas era o resgate do chip. Os golpistas compravam um chip e solicitavam o resgate de um número – o número da vítima escolhida. Com esta primeira etapa concluída, os suspeitos passavam a conversar com os contatos das pessoas prejudicadas.
[ads1] As conversas mudavam de acordo com o perfil dos alvos. Para algumas pessoas, o grupo solicitava dinheiro para trocar um pneu de um carro, comprar um novo eletrodoméstico ou outras necessidades básicas. Para outros, o assunto era a compra de um carro ou pagamento de um serviço contratado. Os valores transferidos para as contas dos golpistas, de acordo com os primeiros levantamentos, ficavam entre R$ 70,00 e R$ 80 mil reais. O DIP já conseguiu identificar 50 registros de B.Os em todo o Ceará, mas a Polícia acredita que o número é bem maior, já que muitas pessoas podem ainda não ter registrado a queixa.
Alguns suspeitos já foram identificados, dentre eles, um dos chefes do grupo que é interestadual. Outras pessoas estão sendo investigadas por participação direta ou indireta no esquema. As diligências apuram se houve envolvimento do grupo em ações voltadas contra prefeituras e prefeitos no Estado do Ceará. Para o delegado Julius Bernardo, diretor da Célula de Inteligência Cibernética do DIP, os criminosos utilizavam várias pessoas para conseguir atingir os objetivos. Contas de laranjas eram usadas para o depósito do dinheiro.
Uma das formas de evitar o golpe é a verificação em duas etapas do WhatsApp, que é um recurso opcional para adicionar ainda mais segurança à conta do usuário. Ao ativar a verificação em duas etapas, (veja o vídeo abaixo e aprenda) qualquer tentativa de verificação de um número de telefone no WhatsApp terá de ser acompanhada por um PIN (senha) de seis dígitos criado pelo usuário. Outro meio de evitar o crime, é não realizando negociações somente pelo aplicativo de mensagens instantâneas. “A pessoa deve ligar para os seus amigos e familiares sempre que desconfiar do teor da conversa. Mesmo que pareça totalmente seguro, é necessário conferir por ligação telefônica ou outros meios se a mensagem recebida realmente foi enviada pelo amigo, cliente, familiar ou chefe”, orienta Julius.
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*Do Portal OKariri, com informações da Policia Civil.






