SOBRAL: Relatório do TCE aponta falhas no Hospital Regional

O relatório técnico inicial acerca da inspeção do Hospital Regional Norte (HRN), em Sobral, após o desabamento de uma...

Vistoria indica que o desabamento da marquise se deu por conta de execução defeituosa (Foto: Armando Costa/Arquivo Pessoal)

O relatório técnico inicial acerca da inspeção do Hospital Regional Norte (HRN), em Sobral, após o desabamento de uma marquise no último dia 17, concluiu que a ruína se deu, principalmente, por causa da execução defeituosa da fixação dos chumbadores metálicos (parabolts) da estrutura. As informações são da Redação do Diário do Nordeste Online.

Com o documento, o relator do processo, conselheiro Rholden Queiroz, prometeu celeridade na análise. A definição de quem relataria o processo se deu no início da reunião do Pleno de ontem, por sorteio eletrônico, informou o Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE/CE).

O relatório apontou que os exemplares dos chumbadores metálicos analisados não apresentaram ação de torção ou corrosão. “Podemos concluir, indubitavelmente, que teriam sido submetidos, exclusivamente, a ação de uma carga de arrancamento, ou seja, teriam sido sacados das estruturas de fixação”, afirma o documento.

O estudo aponta que houve desgaste do concreto na região dos chumbadores, provocando microfissuras e aumento no diâmetro dos furos de fixação. Assim, o atrito entre a peça e o cimento diminuiu. “A força de atrito opõe-se à força de arrancamento e, uma vez superada a força de atrito, o elemento será arrancado da estrutura do concreto”, esclarece o relatório.

A execução era de responsabilidade do Consórcio Marquise/EIT, de acordo com o Contrato nº 1310/2011, firmado entre a Secretária Estadual de Saúde (Sesa) e o consórcio. A vistoria dos técnicos do TCE foi solicitada pelo presidente da Corte de Contas, Valdomiro Távora.

Vistoria

Uma nova inspeção no local foi sugerida no relatório, para que sejam vistoriados os reparos da marquise, bem como, em todas as outras instalações físicas da unidade hospitalar.

A vistoria ocorreu nos dias 19 e 20 de fevereiro. De acordo com o relatório, neste momento, a estrutura metálica da marquise já não estava no local da obra. Foi informado aos técnicos que ela teria sido desmontada e transferida para o canteiro de obra do Consórcio construtor.

Dessa forma, a vistoria foi desenvolvida em duas etapas, uma nos pilares de sustentação da marquise e, outra, no canteiro de obra, com a verificação do estado dos componentes metálicos que compuseram a estrutura metálica da marquise, que integrava a arquitetura da entrada do Centro de Apoio à Saúde Reprodutiva da Mulher.

O Consórcio Marquise/EIT informou, por meio de nota, que reconhece a deficiência na fixação dos parabolts. Contudo, alega que o incidente ocorreu no período próprio aos ajustes técnicos. “A constatação do problema se deu no período vigente de entrega definitiva contratual de 90 dias”, disse a nota.

A Marquise/EIT acrescentou que o ocorrido foi um problema pontual, o qual “não compromete em nada a estrutura do restante da edificação”. Os reparos devem ser finalizados em 15 dias, sem custo adicional ao Estado.

Diário do Nordeste

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