Presente no calendário do Ministério da Saúde, o chamado Janeiro Branco é dedicado aos cuidados com a saúde mental. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que os índices de pessoas com transtornos mentais aumentaram consideravelmente nos últimos anos, com a inclusão de doenças como síndrome de burnout, ansiedade e depressão à lista de doenças relacionadas ao trabalho pelo Ministério da Saúde no Brasil.

A pandemia de covid-19 contribuiu para o agravamento deste quadro. Fatores como o isolamento social, o medo da infecção, as preocupações econômicas, bem como a readaptação no processo de retorno às atividades aumentaram o sofrimento mental. Desta forma, falar de saúde mental torna-se imprescindível.
No Ceará, a Política Estadual de Saúde Mental é composta por cinco eixos de atuação que incluem a educação permanente; a desinstitucionalização e direitos humanos; a atenção psicossocial infantojuvenil; as redes e serviços de saúde mental, álcool e outras drogas, além do eixo gestão e governança.
“Esse tema da saúde mental ainda tem um estigma muito grande na sociedade e precisamos pensar que é um trabalho contínuo e que a temática é transversal e intersetorial. Uma temática que está articulada com vários outros campos como a cultura, o trabalho e a condição de vida das pessoas. Nós entendemos que através da nossa política estadual de saúde mental estaremos trabalhando esse tema todos os meses do ano”, ressalta a coordenadora de Políticas em Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas da Sesa, Rane Félix.
Segundo ela, entre as ações previstas para 2024 para a área estão o investimento na formação e qualificação dos trabalhadores para atuação nos diversos serviços de atenção às pessoas com transtornos mentais e com problemas por uso de substâncias psicoativas e o apoio aos municípios na implantação e regionalização de serviços voltados à saúde mental da infância e adolescência. “Além disso, estaremos fortalecendo a participação da sociedade civil e de diversos outros segmentos como associações de usuários e familiares, associações profissionais, sociedades organizadas, igrejas, agremiações e outros”, ressalta.
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