FORTALEZA: Corpo de detento encontrado morto será liberado em até 45 dias

A família de um detento morto dentro de um presídio no Ceará reclama da demora de até 45 dias...

A família de um detento morto dentro de um presídio no Ceará reclama da demora de até 45 dias para a liberação do corpo. O detento Carlos Luan Oliveira Silva, de 21 anos, foi encontrado morto, na sexta-feira (15), nas dependências da Casa de Privação Provisória de Liberdade II (CPPL II), em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Como estava carbonizado e degolado, foi encaminhado para a Perícia Forense do Ceará (Pefoce) para exames de autópsia e identificação. De acordo com Nágela Alencar, irmã adotiva do preso, a primeira informação foi a de que o corpo seria liberado para os familiares na manhã desta segunda-feira (18).

Com tudo preparado para a realização do enterro, a família foi até a sede da Pefoce. “Ficamos a manhã inteira esperando a liberação, quando nos informaram que seria necessário fazer um exame de DNA para a identificação do meu irmão, a liberação do corpo só se daria em um prazo que pode variar entre 15 e 45 dias. A preocupação da família é porque o corpo já está em estado deplorável e a gente gostaria de enterrar logo”.

O estado do corpo é a razão para demora na liberação do corpo de Carlos Luan. De acordo com a perita-geral adjunta da Pefoce, Adilina Feitosa, um exame normal de DNA – para comprovar a paternidade, por exemplo – demora, em média, 7 dias. “Como a amostra de tecidos deve estar muito comprometida, muitas vezes o exame tem deve ser refeito várias vezes até que se consiga uma identificação mais precisa”. Os pais biológicos de Luan já forneceram material para a realização do exame de DNA.

G1 CE

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