O Ceará está enfrentando um problema sério com internações de jovens por transtornos mentais e comportamentais. De acordo com dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o estado registra 592,5 internações a cada 100 mil habitantes na faixa etária de 15 a 29 anos, acima da média nacional de 579,5. A região Sul, por exemplo, é a que mais interna jovens por transtornos mentais, com taxas de 58,4 por 100 mil habitantes em 2017, caindo para 45,6 em 2022.
Principais causas:
- Transtornos esquizotípicos e delirantes: 31,9%
- Transtornos mentais e comportamentais relacionados ao uso de substâncias psicoativas: 31%
- Transtornos do humor: 23%, como depressão e transtorno bipolar.
Os homens são os que mais sofrem com isso, com uma taxa de internação bem maior que a das mulheres: 429,7 por 100 mil habitantes, enquanto as mulheres têm 146,5. E a faixa etária mais afetada é a de 25 a 29 anos, com uma taxa de 291,8 por 100 mil habitantes, com 747,5 internações por 100 mil habitantes, principalmente devido à depressão, ansiedade, esquizofrenia e dependência química.
Fatores Contribuintes:
- Uso excessivo de substâncias psicoativas
- Falta de apoio emocional
- Pandemia de COVID-19, que impactou os serviços de saúde mental
- Dificuldade de acesso a serviços de saúde mental
Especialistas defendem a importância da atenção primária à saúde, com psicólogos e psiquiatras nas unidades básicas de saúde, para prevenir e diagnosticar transtornos mentais precocemente.
Sinais de Alerta:
- Isolamento social
- Alterações no sono e apetite
- Uso de drogas
- Agressividade excessiva
- Quedas no rendimento escolar
Se você ou alguém que você conhece está passando por isso, é importante buscar ajuda. O SUS oferece tratamento clínico e terapêutico.
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