
O Ceará é o terceiro estado do Brasil em número de jovens matriculados no ensino médio de tempo integral da rede pública. Com 29.394 inscrições, em 2011, o Estado ficava atrás de Pernambuco (70.085) e Rio de Janeiro (33.762). Estes dados constam no “Anuário Brasileiro de Educação Básica 2013”, da Organização Não Governamental (ONG) Todos pela Educação. O estudo foi publicado em junho deste ano.
O Ensino Fundamental de tempo integral também apresentou uma posição positiva no ranking. O Ceará ficou no 4º lugar em relação ao número de matrículas no tempo inicial (do 1º ao 5º ano) e de tempo final (do 6º ao 9º ano). Segundo
a chefe de gabinete da Secretaria da Educação do Ceará (Seduc), Cristiane Holanda, atualmente o Estado tem 92 Escolas Estaduais de Educação Profissional (EEEPs), sendo 18 na Capital. “A ideia é ter 100 escolas inauguradas até o fim do mês de agosto”, afirma Cristiane.
Jannette Ramos é professora da Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab) e analisa a educação no Ensino Médio do Ceará como dual. Segundo ela, de um lado, existe o ensino regular e do outro, o de tempo integral, chamado de profissionalizante. Jannette diz acreditar que isto gera uma segregação que não é saudável para os estudantes. “Eu defendo o ensino profissionalizante, mas não esta separação que existe no sistema público”, critica.
A professora considera que o ensino de tempo integral no ensino médio tem de ser mais abrangente. “É necessária e urgente a ampliação aqui no Ceará”, diz. Segundo ela, os índices de violência iriam diminuir de forma considerável com a implantação do sistema.
Ensino integrado
No Ceará, são ofertados cursos técnicos integrados para estudantes do ensino médio, com duração de três anos. Os alunos se dividem entre o aprendizado de uma profissão e cursam os três últimos anos da educação básica. Os cursos são definidos a partir da vocação econômica da região, onde a unidade será implantada. No entanto, existe uma seleção prévia, criticada pela professora Jannette Ramos. “Não são todos os alunos que têm acesso. Isto tem de ser mudado”, acredita.
O Povo





