Seis em cada 10 indenizações do DPVAT no Ceará são por acidentes com moto

  No Ceará, a cada dez indenizações por morte pagas pelo Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores...

A cada ano, mais 500 transportes de passeio são inseridos à frota do Estado, diz o Detran-CE (Foto: Deivyson Teixeira/O Povo)
De janeiro a setembro deste ano, o DPVAT pagou 1.275 indenizações por morte no Ceará relacionadas a acidentes com motos
Foto: Deivyson Teixeira/O Povo

 

No Ceará, a cada dez indenizações por morte pagas pelo Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), de janeiro a setembro deste ano, seis foram por acidentes com motocicletas, informa o jornal O Povo. Nesse período, 2.132 indenizações do DPVAT por morte foram pagas no Estado (1.275 por acidentes com moto), o que o deixa em segundo lugar no Nordeste, atrás somente da Bahia.

 

No Brasil, mais de 355 mil indenizações (incluindo por invalidez permanente e reembolso de despesas médicas) foram pagas até setembro deste ano, o que representa um aumento de 39% em relação ao ano de 2011 (256.479). Os acidentes com motos representam 69% das indenizações pagas no País. Já os casos de invalidez permanente totalizam 67%.

 

No Nordeste, 80% dos casos de pagamento do DPVAT por invalidez estão relacionados aos acidentes de motocicleta. Segundo o diretor-executivo do Instituto José Frota (IJF), Casimiro Dutra, 73% dos 450 leitos do hospital estão ocupados por vítimas de acidentes de trânsito, sendo a maioria por motocicleta.

 

“A maioria dos pacientes apresenta fratura de membros inferiores, politraumatismo ou traumatismo cranioencefálico”, indicou Casimir, lembrando que as sequelas são realidades constante para as vítimas de acidentes de moto.

 

Casimiro aponta que os acidentes são cada vez mais graves e os homens entre 15 e 40 anos são a maioria dos acidentados, muitos alcoolizados e sem habilitação. Atualmente, a média de estada dos pacientes de todos os tipos no IJF é de 30 dias, o que também é uma sobrecarga para a instituição.

 

Arcelino Lima, da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC), explicou que, além do desrespeito à sinalização e ao uso dos equipamentos de segurança, o despreparo dos condutores está diretamente relacionado à quantidade de acidentes registrados. Para ele, é preciso mudar o processo desde o início, tornando mais rigorosa a habilitação para a categoria A, uma vez que possui mais riscos de acidentes.

 

Não é preciso recorrer a intermediários para pedir o pagamento do seguro DPVAT. No Estado, são mais de 150 postos que podem receber a solicitação de indenização, sendo 50 na Capital. A partir da data do acidente, são três anos para solicitar a indenização.

 

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