
Um incêndio destruiu, na noite de ontem (25) um dos apartamentos do 21º andar de um residencial na Varjota, área nobre de Fortaleza. O fogo começou por volta das 19h30 e somente foi controlado às 23h30. Ninguém estava no imóvel no momento do incidente. Não houve feridos e ainda não se tinha pistas das causas do sinistro. Uma perícia será realizada nos próximos dias e indicará o motivo.
Os 30 bombeiros destacados para a contenção das chamas tiveram dificuldades de levar água ao apartamento. A escada da viatura só chegava ao 18º andar e não havia pressão suficiente que fizesse a água dos hidrantes da calçada chegar à cobertura do prédio Laguna.
A guarnição tentou apagar o fogo por prédios vizinhos, mas enfrentou os mesmos problemas. O comandante da operação, major Cláudio Barreto, disse não haver possibilidade de as chamas afetarem outros imóveis do condomínio ou de outros edifícios.
Moradores do Laguna e prédios próximos, no entanto, retiraram carros da garagem e chegaram a evacuar alguns andares, com medo das vidraças que desabavam.
Testemunhas disseram ao O POVO ter ouvido explosões logo no início do incêndio. “Foram duas ou três. Bem fortes. Mas o alarme não soou e os seguranças não sabiam nem onde ficavam as bombas hidráulicas. Os extintores também não funcionaram. Foi muito fogo”, informou Miguel Azevedo, 18.
Síndica do Laguna, Geórgia Teles negou que o sistema de segurança do residencial tivesse alguma deficiência. Segundo ela, o condomínio cumpre todas as normas legais de contenção de incêndios. Teles acredita que problemas na fiação ou um curto circuito tenham provocado o sinistro no apartamento que, conforme a síndica, estava em reforma.
Os próprios bombeiros, entretanto, reclamaram da falta de “reserva técnica” das bombas hidráulicas do prédio, que precisou ter parte do fornecimento de energia desligado e o acesso restrito.
O proprietário do imóvel afetado disse ao O POVO que possivelmente o apartamento terá perda total. Ele não se identificou. Disse apenas que a filha era quem morava no lugar. A jovem, que também não se identificou, afirmou não ter ideia do que pode ter provocado as chamas.
O Povo





