O advogado Leandro Vasques, representante de 10 dos 15 investigados pelo Ministério Publico estadual, na operação “Miragem II”, com foco na administração municipal de Quixadá, pediu a Juíza da 2ª Vara daquela cidade, que requisite a instauração de inquérito policial, para investigar o vazamento de informação sobre a operação. Na edição de ontem do O POVO, membros do Ministério Público que estão a frente das investigações, já haviam levantado a hipótese de vazamento sobre a operação
O advogado afirma que nenhum de seus clientes teve acesso a informações privilegiadas. Mas a solicitação se basearia no fato de que integrantes do programa “Profissão Repórter”, da Rede Globo, acompanharam o cumprimento dos mandados de busca e apreensão e prisão temporária ocorridos na manhã de terça-feira. “Como uma equipe de reportagem de São Paulo sabia dessa operação? É obvio que houve vazamento de informação, a polícia tem que investigar, e os culpados pagarem judicialmente”, questiona o advogado, sobre a presença da equipe de reportagem.
Leandro informou ainda que seus clientes não fugiram e que estavam em Fortaleza cumprindo agenda oficial. “Eles não tinham como saber que seriam expedidos esses mandatos de prisão”. Apesar da alegativa de Vasques, nenhum dos acusados, até a noite de ontem, se apresentou a justiça.
Segundo o advogado, a ação realizada durante a Miragem II seria “descabida e desnecessária”, já que desde o dia 10 de junho, todos seus clientes se puseram a disposição da justiça através de um requerimento. Leandro já entrou com o pedido de habeas corpus de todos os seus clientes.
Desde o desencadeamento da operação, apenas três, dos 15 mandatos de prisão, foram executados. De acordo com o delegado da polícia civil em Quixadá, George Ribeiro, os três continuam presos. Mais dois dos investigados ficarão de se apresentar na manhã de ontem, mas nenhum compareceu à delegacia.
Silêncio
Membros do Ministério Público que estão à frente das investigações, ao serem questionado sobre o vazamento de informação na operação, com base no que afirmou o advogado Leandro Vasques, preferiram não se pronunciar.
O POVO tentou entrar em contato com a produção do Profissão Repórter, mas não obteve retorno, apenas a confirmação de que a equipe está realizando reportagens no Estado.
O Povo





