RJ: Protesto termina em confronto e depredação

Manifestantes que protestavam na noite de ontem em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo fluminense, entraram em confronto...

Protesto teve como destino o Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro (Foto: Reynaldo Vasconcelos/Futura Press/Folhapress)
Protesto teve como destino o Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro (Foto: Reynaldo Vasconcelos/Futura Press/Folhapress)

Manifestantes que protestavam na noite de ontem em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo fluminense, entraram em confronto com a polícia, derrubando as grades que protegiam o prédio. A polícia respondeu com gás de pimenta e bombas de efeito moral. Os manifestantes revidaram atirando rojões e pedras nos policiais. Um policial foi atingido com uma pedrada no rosto.

Os policiais avançaram contra o grupo para dispersá-los e, na fuga, os manifestantes iniciaram série de depredações, ateando fogo em lixeiras, placas de publicidade e em uma banca de revistas. A Tropa de Choque foi acionada e dispersou os manifestantes jogando bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio. Os manifestantes em fuga seguiram pelas ruas internas do bairro de Laranjeiras e em direção ao Largo do Machado espalhando lixo pelas ruas e quebrando garrafas.

Os manifestantes protestavam contra a eleição do vereador Chiquinho Brazão (PMDB) para a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Ônibus na Câmara Municipal do Rio. Eles reivindicam que o cargo seja ocupado pelo vereador Eliomar Coelho (Psol), que propôs a instalação da comissão. Pela tradição parlamentar, o cargo deveria ter sido ocupado pelo autor da proposta. Eles ainda cobram providências sobre o caso do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza, desaparecido desde o dia 14 de julho, após ser levado por policiais militares para averiguação na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha.

O protesto começou por volta de 19h e, em um primeiro momento, os policiais evitaram responder às agressões e provocações dos manifestantes. Um rojão jogado pelos manifestantes atingiu uma fotógrafa e, por pouco, a bomba não explodiu nas costas dela. A maior parte dos manifestantes faz parte dos Black Blocs, vestidos de preto e com rostos cobertos, e por diversas vezes tentaram jogar rojões contra os policiais, que estavam dentro do palácio com escudos e capacetes e também posicionados do lado de fora, para tentar identificar os manifestantes mais exaltados.

Professores

O protesto contou com o apoio de professores da rede pública que ocuparam à noite o hall de entrada do Palácio Guanabara. Os professores das redes estadual e municipal, em greve desde quinta-feira, foram convocados para reunião com o secretário de educação, Wilson Risolia, e com o vice-governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB). Ao fim do encontro decidiram não deixar o Palácio.

O Povo

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