
Quem deixava o Parque de Eventos do Município de Milagres/CE no inicio da manhã desta quinta-feira (15), após participar da última noite do FestMilagres, pode presenciar e participar de uma celebração ocorrida nas proximidades da Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Milagres.
Eram familiares a amigos de Jairlon Machado Fernandes da Silva que lembravam, saudosos, do jovem que foi brutalmente assassinado há um ano, justamente quando deixava as dependências do Parque de Eventos. Emoção e saudade se mostravam sentimentos comuns, especialmente no coração daqueles que conheceram Jairlon, que morreu com apenas 20 anos de idade. Na ocasião foi exibido vídeo e distribuídas lembranças do primeiro aniversário de morte de Jajá, como era carinhosamente chamado.
O CRIME
Jairlon Machado Fernandes da Silva foi assassinado no inicio da manhã do dia 15 de agosto de 2012. A ação criminosa teve lugar nas proximidades do Parque de Eventos do Município de Milagres. Segundo populares que presenciaram o crime, Jajá foi agarrado pelos cabelos e baleado com três tiros pelo acusado Hugo Gabriel Garcia, vulgo João Bandeira, falecendo enquanto recebia atendimento no Hospital Geral de Brejo Santo.
O PROCESSO
Na primeira audiência de instrução do processo realizada no dia 27 de novembro do ano passado, o acusado, que encontra-se preso na Penitenciária Industrial do Cariri (PIRC), disse ao juiz que agiu em legitima defesa, alegando ter sido agredido por duas vezes durante a festa.

Segundo o Dr. Dairton Costa, que na época era Promotor Adjunto da Comarca de Milagres, a acusação contra João Bandeira “é de homicídio qualificado, pelo motivo torpe e pela falta de defesa para a vítima; uma posse de arma anterior mansa e pacífica, ou seja, ele já chegou a festa portando uma arma; uma ocultação da arma, uma vez que a arma que foi utilizada no crime está ocultada até hoje da justiça; um delito de constrangimento ilegal uma vez que ao fugir do local do crime ele empunhou a arma para um mototaxista e o obrigou a levar até um determinado local para a fuga do crime mediante o uso da arma, ou seja tivemos uma ameaça; e uma lesão grave de uma bala perdida que pegou na perna de uma segunda vítima que passou determinado tempo sem poder trabalhar e correu o risco de vida. Ao todo as penas acumuladas dos cincos crimes que são pedidas de forma autônomas chegam a 44 anos”, explicou.
Naquela oportunidade, o advogado da família de Jajá, Dr. Edilzo dos Santos, acreditava que a audiência do Tribunal de Júri ocorresse em maio deste ano, o que não se concretizou.
QUEM ERA JAJÁ
Jajá nasceu em Milagres, mas morava em Joinvile/SC, junto com os pais e irmãos. Porém, visitava todos os anos a cidade natal para rever o resto dos familiares, amigos e namorada que estava com ele, no momento do crime.
Agência OKariri | Ribamar Xavier













