
Os servidores dos Correios, no Ceará, decidiram finalizar a greve iniciada em 17 de setembro. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos e Similiares (Sintect-CE), a categoria teve de aceitar a proposta de reajuste salarial de 8% após a Seção Especializada em Dissídios Coletivos do Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinar, nesta terça-feira (8), o fim da greve dos Correios e estabelecer que todos os trabalhadores retornem ao trabalho na próxima quinta-feira (10).
A decisão, segundo o sindicato, será cumprida pelos trabalhadores. Além de um reajuste de 15%, os servidores reivindicavam a melhoria da segurança nas agências; a manutenção integral do plano de saúde e a redução da carga horária dos carteiros. Cerca de 80% da categoria chegou a aderir a greve no Ceará.
A decisão
O tribunal decidiu que a greve não foi abusiva, mas mandou que os empregados compensem os dias parados por duas horas diárias em até seis meses. O TST analisou o caso num processo de dissídio porque não houve acordo entre trabalhadores e a empresa.
Ficou definido que os trabalhadores receberão reajuste de 8% conforme acordo firmado com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). O aumento será retroativo a agosto. Os empregados queriam que o reajuste se estendesse para o vale-alimentação, mas ficou definido que será seguida a proposta da empresa, de 8% para os salários e 6,27% para o vale.
Parte dos sindicatos já havia aceitado a proposta de reajuste salarial de 8% oferecido pela empresa. Outros, porém, reivindicam 15% de aumento real, mais reposição da inflação entre agosto de 2012 e julho deste ano, reposição das perdas salariais desde o plano real, entrega de correspondências pela manhã em todo o país, entre outros pedidos.
O TST também determinou que o plano de saúde dos trabalhadores se mantenha como é atualmente. Os empregados têm um plano admnistrado pela empresa e qualquer alteração só pode ser feita por comissão de trabalhadores e dos Correios.
Os empregados alegavam que a empresa tentava criar brecha para passar a administração do plano para uma empresa privada.
G1 CE





