Clima gostoso e com chuva, acompanhe boletim de chuva e como funciona a FUCEME

“Parece que de fato começou o inverno no Ceará” essa frase é uma afirmação é do agricultor João Fernandes....

“Parece que de fato começou o inverno no Ceará” essa frase é uma afirmação é do agricultor João Fernandes. Seu João veio cedo para a Cidade nessa terça-feira (11), para comprar uma foice, pois precisava do instrumento para o trabalho em sua roça, que segundo ele “está muito bonita”. A animação do agricultor pode está na frequência de chuva nos últimos dias no Ceará.

A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUCEME) em 27 Municípios, no período relativo à 7:00 de 10/2/2014 até 7:00 de 11/2/2014, sendo que a maior chuva foi registrada em Granjeiro, de 104.0 mm. Veja no relatório abaixo o boletim de chuva na região do Cariri, e em seguida como funciona o trabalho da FUCEME:

Pontos

Município

Chuva/mm

GranjeiroGranjeiro104.0
Riacho verdeVárzea Alegre87.0
Farias BritoFarias Brito73.0
CariúsCariús52.0
LameiroCrato37.0
Dom QuintinoCrato26.0
Várzea alegreVárzea Alegre25.2
CaririaçuCaririaçu25.0
MangabeiraLavras Da Mangabeira23.0
CajazerinhaÚmari23.0
CedroCedro16.0
IpaumirimIpaumirim15.0
Várzea da ConceiçãoCedro11.0
Juazeiro do norteJuazeiro Do Norte11.0
CratoCrato10.8
Vila são goncalo-marrocosJuazeiro Do Norte10.0
FelizardoIpaumirim4.2
Missão velhaMissão Velha3.0
JamacaruMissão Velha3.0
MilagresMilagres2.0
Sitio TipiAurora1.2

Como é o trabalho da FUCEME
Diariamente, eles têm que observar o nível de chuva nos municípios. Não importa se é sábado, domingo ou feriado. Às 7h da manhã, os voluntários da FUNCEME devem informar ao órgão a marcação do pluviômetro instalado nas suas casas. E, como o próprio nome diz, não ganham nada por isso.
O observador Luiz Gualberto, morador do distrito de Mangabeiras (distante 417 km de Fortaleza), é um dos 500 voluntários. Gualberto tem que se dividir entre o trabalho no cartório do distrito e a leitura do pluviômetro. A iniciativa de se tornar observador do órgão teve início quando um vizinho que fazia a medição diariamente faleceu. “Então eu me dispus a colaborar. Disse para a FUNCEME que não tinha problema. Se quisessem colocar (o pluviômetro) na minha casa, eu passaria as informações”.

E todos os dias, bem cedo, ele faz o prometido. Já se passaram dois anos. “Quando chove, eu vou ao pluviômetro e imediatamente comunico o nível de chuva”, conta. Segundo Gualberto, o aparelho é fácil de manusear. Nos dias em que não pode informar à FUNCEME, o trabalho fica para a esposa. “Quando não dá, ela faz a medição. Eu não desisto disso porque não me custa nada, o trabalho que faço é espontâneo”.
A observação, além de dar prazer ao morador de Mangabeiras, gera uma espécie de esperança por dias em que a marcação indicar alto nível de chuva no distrito. “Todo dia eu olho, mas infelizmente o nível está muito baixo, em torno de 7 mm. Mesmo assim, vou continuar observando, faço isso sem problema nenhum, com a maior boa vontade”, revela.
O agricultor Fernando Machado, do distrito de Iborepi – localizado entre Lavras da Mangabeira e Aurora -, é voluntário há seis anos. Ele é o único observador do distrito. Segundo ele, anualmente a FUNCEME vai até a sua casa para verificar o funcionamento do pluviômetro. “Eles veem, corrigem e, uma vez, até já tiraram foto e filmaram”, diz animado.
Apesar de durante todos esses anos, não ter sentido vontade de desistir, Machado afirma que ser voluntário “é difícil, porque faz o trabalho sem ganhar nada”. “Quem sabe me aposentem e eu ganhe R$ 5 mil. Imagina aí”, brinca (com informações FUCEME).

LEIA TAMBÉM