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A dor do câncer de mama: vivendo a doença na prática

Para a enfermeira Karol, especialista em amamentação, foi difícil e ainda é, mas para ela seria pior se a descoberta da doença fosse no filho, por exemplo. “Eu só pensava nele. Não queria e não quero que ele tenha, então me apeguei também a isso, a minha fé, e a tudo para conseguir enfrentar o tratamento”, desabafa Karol Carvalho.

Um toque no peito e uma desconfiança de que ali Karol poderia estar com câncer. “Eu fui até a minha mastologista e realizamos exames de ultrassom, mamografia e pulsão, onde foi vista a necessidade de retirada de uma parte do nódulo para melhor avaliação. Com isso, eu recebi o diagnóstico de câncer de mama metaplasmo triplo negativo, um tipo agressivo e raro”, disse.

O câncer de mama não aparece só no “outubro rosa”, tá? Vamos ficar ligadas que temos o ano todo para fazer autoexame, ultrassom de mama e mamografia. O mês simbólico é mais um lembrete preventivo, super válido e que muitas clínicas e profissionais da saúde da mulher lançam suas promoções como atrativo para se cuidar e investir na saúde.

Antes descobrir cedo, como Karol, e poder se tratar na esperança da cura, do que descobrir num estágio avançado. Sempre foi e será difícil lutar contra esse “inimigo” chamado câncer.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é a segunda causa de morte pela doença em mulheres no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele, que ainda é o mais agressivo.

Ainda de acordo com INCA, no ano passado mais de 60 mil mulheres foram diagnosticadas com a doença no país, e neste ano, no Ceará aproximadamente 2.500 mulheres vão descobrir a doença até o final do ano.

É importante destacar que os homens também podem desenvolver a doença e precisam ter cuidados. Para ambos os sexos é importante sempre estarem atentos e se alimentarem bem, praticar exercícios físicos constantemente, cuidar da mente e evitar o tabagismo e o alcoolismo.

A enfermeira Karol hoje está curada, exatamente um ano depois do diagnóstico. “Tudo foi feito para que eu pudesse estar assim hoje, e uma das fases mais temidas e que mexeu bastante com o meu emocional foi a retirada de uma mama. É preciso ser forte, estar determinada, ter amor a vida, estar com o psicológico bem para que a gente possa superar todo esse processo”, destacou.

Ela passou ainda por tratamento de quimioterapia com queda de cabelo, cílios e sobrancelhas, além de radioterapia. Que as lágrimas derramadas até aqui tenham ficado só na história a ser contada.

À você, Karol, um abraço forte cheio de afeto e gratidão. A sua partilha nos fortaleza. Sei que há muitas “Karóis” no Cariri. Você nos deixa uma grande lição: façamos o autoexame ao acordar, dormir, no banho, mas façamos!

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