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Boa notícia! Cura do HIV pode estar próxima após descoberta impressionante de cientistas

30 anos de aids: ainda sem cura, o vírus da aids atinge cerca de 34 milhões de pessoas no mundo (Thinkstock/VEJA/VEJA)

Há muitas décadas a humanidade espera, finalmente, o anúncio da cura do HIV. Segundo alguns dos maiores especialistas no assunto, esse dia está cada vez mais perto de chegar. Nesta quarta-feira (22), cientistas anunciaram terem feitos testes com sucesso, com dois diferentes métodos, para ‘desentocar’ e eliminar o vírus da Aids.

Um dos maiores obstáculos nas pesquisas, já conhecido há muitos anos, é que o vírus se esconde dentro de células humanas, adotando uma forma latente que impede sua localização e, consequentemente, eliminação por meio dos remédios convencionais. A nova descoberta, porém, muda tudo e foi feita por especialistas da Universidade da Carolina do Norte e da Emory, em Atlanta, nos Estados Unidos.

Segundo divulgado, os pesquisadores conseguiram reativar sinais da presença do vírus em experimentos com macacos e camundongos. A técnica usada foi a base de remédios que fazem com que o vírus escondido saia da latência e comece a produzir proteínas, fazendo com que ele fique facilmente identificável como qualquer outro tipo de doença. Uma das drogas usadas foi a AZD5588, originalmente recomendada para tratamento de câncer.

O estudo foi publicado, originalmente, pelo periódico Nature. “Essa abordagem promissora para reversão da latência, em combinação com as ferramentas apropriadas para a liberação sistêmica da infecção por HIV, aumenta muito as oportunidades para liberação”, escreveu Victor Garcia, um dos líderes do experimento da Carolina do Norte.

Já Guido Silvestri, de Atlanta, diz que o estudo feito na universidade usou uma combinação de drogas para, ao mesmo tempo, inibir um tipo de célula que cala a atividade do vírus em sua presença e aumenta a produção de interleucina, uma molécula que atua na regulação da imunidade. Segundo a Nature, os dois grupos trabalharam em conjuntos e fizeram os testes em macacos e camundongos. No caso dos camundongos, a medula óssea deles foi alterada, usando tecido humano, para que os roedores passassem a produzir células vulneráveis ao vírus da Aids.

A Nature finaliza o artigo afirmando que nos dois casos as estratégias funcionaram. Por isso, os especialistas afirmam que estão entusiasmados para que a terapia se torne realidade para humanos. Ambos, porém, afirmam que ainda há um longo caminho pela frente para que a cura seja realmente eficaz e produzida em grande escala. O maior problema é a habilidade do vírus em plantar seu código genético dentro do DNA. Não se sabe se isso pode sabotar a tática já que, teoricamente, o HIV poderia se recriar a partir dos cromossomos humanos.

Reprodução:  A Tribuna.

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