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Bolsonaro anuncia suspensão da obrigatoriedade de dias mínimos do ano letivo, mas carga horária é mantida

(Foto: Rodrigo Santiago/Diário do Nordeste)

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quarta-feira (1/abr) uma medida provisória que suspende a obrigatoriedade de escolas e universidades cumprirem a quantidade mínima de dias letivos neste ano. No entanto, ele manteve a obrigatoriedade da carga horária mínima, ou seja, as instituições de ensino terão que cumprir a carga horária mínima em uma quantidade menor de dias letivos.

A redução da carga horária vem após a suspensão de aulas para tentar frear a transmissão da Covid-19, o novo coronavírus.

A medida provisória não traz especificações sobre como isso deverá ocorrer. Conselhos municipais e estaduais de educação, ao lado de pais e professores, deverão regulamentar as alternativas, de acordo com a realidade local.

“Não há uma solução única que sirva para todas as escolas, todas as redes e todas as etapas de educação básica”, afirma João Marcelo Borges, diretor de estratégia política no Todos Pela Educação. Ele cita exemplos de redes estaduais que já estão adotando medidas para transmitir o conteúdo aos estudantes, como vídeo-aulas na TV aberta. “Este período sem aulas presenciais será de soluções múltiplas para mitigar os efeitos da suspensão e assegurar a manutenção de vínculo entre alunos e escolas. O Brasil não pode correr o risco de perder alunos devido à evasão escolar”, afirma.

Atualmente, a legislação determina que a carga horária anual deve ser de pelo menos 800 horas para os ensinos fundamental e médio, distribuídas em pelo menos 200 dias letivos. No caso do ensino superior, o ano letivo mínimo também é de 200 dias.

Uma portaria do Ministério da Educação (MEC), publicada em 2019, já permitia que 40% da carga horária de aulas presenciais no ensino superior poderia ser convertida em educação a distância (EAD).

“A medida já era prevista, porque já há uma portaria permitindo aulas a distância devido à pandemia, porque já começa a ter um comprometimento de dias letivos. No ensino superior, 40% do conteúdo já era permitido ser em EAD”, diz Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp, entidade que representa as mantenedoras de ensino superior.

Fonte: G1

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