
A polícia de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, disse já ter elementos suficientes para indiciar o técnico em informática Guilherme Longo, padrasto de Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, pela morte do menino.
“Ainda faltam colher mais provas, mas, com as que a gente tem, já é possível indiciar o Guilherme por homicídio doloso”, afirmou o delegado Paulo Henrique Martins de Castro, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto.
De acordo com Castro, é preciso aguardar também laudos das vísceras da criança, vistos como essenciais para explicar o que aconteceu na madrugada do desaparecimento de Joaquim. Longo é considerado pela polícia o principal suspeito no caso e prestou novo depoimento na tarde de ontem.
O teor não foi divulgado, mas, segundo o delegado, ele repetiu a mesma versão anterior: que pôs o menino para dormir e saiu para comprar drogas, deixando a porta aberta e o portão trancado. A mãe de Joaquim, a psicóloga Natália Ponte, também foi ouvida ontem à tarde, pela terceira vez. O casal está preso desde que o corpo do menino foi encontrado, no último dia 10. Longo está na cadeia de Barretos e Natália, em Franca.
Os dois alegam inocência e dizem que dormiam no momento em que o garoto desapareceu, na madrugada do dia 5. Mas, para a polícia, o menino teria morrido vítima de uma dose excessiva de insulina e o assassino estava dentro do imóvel.
Prisão mantida
A Justiça negou ontem o pedido de revogação da prisão temporária de Longo. A decisão foi proferida pela juíza Isabel Cristina Alonso dos Santos, da 2.ª Vara do Júri e de Execuções Criminais de Ribeirão.
As declarações da Polícia Civil contra Longo pegaram de surpresa, porém, o defensor do padrasto da criança. O advogado Antônio Carlos de Oliveira, que defende o padrasto, alegou que desconhece qualquer prova contra o cliente, até porque não foram mostrados até agora os laudos periciais. “Até o momento, não existe nem indício a favor nem contra ao Guilherme”, disse.
Contudo, exames preliminares do Instituto Médico-Legal (IML) apontaram que o garoto não morreu afogado, pois não havia água no pulmão. Segundo a polícia, isso indica que a criança já estava morta ao ser jogada no córrego que deságua no Rio Pardo, onde ela foi achada.
Diário do Nordeste





