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Economia: 45,6% dos brasileiros relatam piora na situação financeira

Com o aumento do desemprego no país e a diminuição da renda salarial dos trabalhadores, 45,6% dos brasileiros afirmaram que sua situação financeira piorou durante a pandemia do novo coronavírus. Em relação a alguma melhora em sua condição, apenas 12,6% dos entrevistados apontaram que sentiram essa diferença. Contudo, 41,7% das pessoas que responderam a pesquisa disseram que sua renda se manteve estável após a chegada do vírus ao país em março de 2020. O levantamento foi realizado pelo instituto de pesquisa Datafolha que ouviu 2.074 pessoas entre os dias 7 e 8 de julho, sendo divulgado ontem (15) pelo jornal Folha de S. Paulo.

Thinkstock/VEJA

Com o enfrentamento da crise sanitária, a desigualdade entre rendas apresentou aumento. Mais da metade das pessoas mais pobres, que possuem rendimentos de até dois salários mínimos ou R$2.200, disseram que sua receita financeira apresentou deterioração. Essa situação foi apontada por 54% dos entrevistados. Já entre os que recebem entre dois a cinco salários, 37% também sentiram suas remunerações sofrerem diminuição. Porém, no grupo de pessoas que ganham entre cinco a dez ou acima de dez salários mínimos, essa queda no rendimento foi menor e somente 25% e 22% dos questionados, respectivamente, apontaram a piora.


Além de sentirem a maior deterioração em suas rendas, as famílias de renda muito baixa ainda sofrem com a elevação da inflação em comparação com as de rendimento maior. Para os que recebem até R$1.650,50 o índice ficou em 0,62% enquanto para os que ganham até R$16.509,66 a taxa é de 0,39%. A alta da inflação, para os grupos familiares de rendimentos menores, foi impactada principalmente pelas tarifas de habitação e alimentação, segundo dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na última quarta-feira (14).
Para o trabalhador avulso, Francisco Deyvison, sua renda diminuiu bastante no período da pandemia, dificultando a compra de itens essenciais para sua casa e tendo que recorrer a situações que antes não imaginava. “Eu recebia uma quantia boa no meu trabalho lixando os carros, agora como caiu minha demanda de trabalho e meu dinheiro tá mais complicado até pra comprar tudo, tanto que decidi dividir com meus sogros para minha família comer lá e ficar barato para nós dois”, afirmou Deyvison.
De acordo com o Ipea “a taxa de inflação das famílias de renda muito baixa (9,2%) segue em patamar acima da observada na faixa de renda alta (6,5%), ainda pressionada pelas altas de 15,3% dos alimentos no domicílio, de 16,2% da energia elétrica e de 24,2% do gás de botijão no período.”

Grupos
Entre as pessoas não-brancas a queda no seu rendimento financeiro foi maior do que em pessoas brancas. O grupo de indivíduos de cor amarela foi o mais atingido, tendo 56% dos entrevistados apontando a piora na situação, sendo seguido por pessoas pretas com 51% e pardas, 46%. Já entre pessoas de cor branca essa porcentagem foi de 42%. Em complemento, entre os desempregados a queda no rendimento é percebida por 73% dos questionados e para trabalhadores que estudaram até o ensino fundamental é de 51%.
Contudo, entre as famílias mais ricas sua renda continuou a mesma coisa para mais da metade dos entrevistados, chegando a 59%. Enquanto, para 19% dessa população de rendimento superior a situação apresentou melhora.

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