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Estamos bem?! Guedes diz que economia mundial desacelera enquanto ‘Brasil faz o contrário’

O ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou nesta quinta-feira (10) o cenário de inflação baixa e disse que, na contramão do mundo, a economia brasileira tem mostrado recuperação e crescimento.

“No momento em que o mundo desacelera sincronizadamente o crescimento, indo para uma clínica de reabilitação, o Brasil faz o contrário”, afirmou Guedes.

Durante seu discurso em evento com investidores em São Paulo, o ministro celebrou também a aprovação do projeto que define a distribuição dos recursos do megaleilão da cessão onerosa do pré-sal nesta semana no Congresso e o alcance da meta de arrecadação com privatizações, desinvestimentos, concessões e venda de ativos para 2019 antes do fim do ano.

O ministro reiterou que a palavra final sobre a reforma da Previdência é do presidente Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)
O ministro reiterou que a palavra final sobre a reforma da Previdência é do presidente Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)

Ele destacou que o governo está acelerando a agenda de reformas e de abertura da economia, apostando no “choque de petróleo barato” e que os próximos passos são a instituição do pacto federativo e a reforma tributária.

O ministro Guedes, disse que o Brasil passou por três ou quatro décadas de economia fechada com descontrole da inflação e, que agora, está crescendo de forma equilibrada. “O crescimento que estamos tendo agora é sustentável, não é um voo de galinha”, disse. “O Brasil agora caminha com as duas pernas, não é mais um saci”, afirmou Guedes sobre o poder de um só partido.

Segundo Guedes, o governo Bolsonaro expandiu o “espaço democrático” brasileiro apesar de críticos dizerem o oposto. “Expandimos o espaço democrático. Falam que houve redução do espaço democrático. Sim, houve uma redução. Do espaço democrático da social democracia. Eles agora tem menos de 50%”.

O ministro afirmou também que os poderes estão atuando de forma independente. “Cada um [dos poderes] luta marcando seu território, as pessoas acham que é uma crise, mas não é nada disso.”

O índice de inflação IPCA registrou queda de 0,04% em setembro, conforme divulgou o IBGE na véspera, acumulando em 12 meses um crescimento de 2,89% — bem abaixo da meta para este ano de 4,25%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O Banco Central cortou a Selic para 5,50% ao ano no mês passado – mínima histórica – e sinalizou espaço para novo afrouxamento, o que fez economistas ajustarem suas apostas recentemente.

A projeção do mercado financeiro para a estimativa de alta do PIB em 2019 permanece em 0,87%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, ainda abaixo do ritmo de crescimento de 1,1% registrado em 2017 e 2018. Para 2020, a previsão de crescimento do PIB continua em 2%.

Bolsonaro diz que ‘economia é 100% com o Guedes e não tem plano B’

Também presente no evento, o presidente Jair Bolsonaro defendeu a independência do Banco Central e reafirmou que o comando da área econômica é “100% com o Guedes e não tem plano B”.

“Paulo Guedes, o homem da economia, é mais do que o ministro da economia apenas. Ele é do planejamento também, da indústria e comércio, do trabalho, ele acumulou 4 ministérios. E para que não haja dúvida do que eu estou falando, porque quem entra em campo são os ministros, eu quero elogiar também um jornal nessa data. O jornal O Estado de S. Paulo que na sua capa de domingo reproduziu algo que eu falei e que, para mim, é muito gratificante: ‘A economia é 100% com o Guedes e não tem plano B'”, afirmou.

BID elogia agenda de reformas no Brasil

Durante discurso de abertura do “Brazil Investment Forum, o presidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Luis Moreno, disse que o banco está apoiando o programa de concessões brasileiro e que terá uma sessão especial para discutir o assunto nesta sexta-feira. Ele elogiou a agenda de reformas brasileira e celebrou, sobretudo, a aprovação na Câmara das mudanças nas regras da Previdência.

“Aprovou-se uma reforma histórica da qual durante anos se falava, mas não se fazia”, afirmou. Nas palavras dele, a reforma “renderá frutos imediatos ao atrair investimentos para o país, mas também vai beneficiar as futuras gerações.”

Moreno disse ainda que o governo toca uma “ambiciosa agenda de abertura e inserção internacional”, citando os acordos fechados entre Mercosul e União Europeia e Mercosul e EFTA. Afirmou ainda que os mercados financeiros já estão dando sinais de confiança no Brasil.

Moreno disse que o Brasil teve uma participação ativa no encontro com outros países amazônicos na Colômbia, em setembro, para discutir o desenvolvimento sustentável. E afirmou: “Estamos prontos para apoiar essas inciativas com recursos técnicos e financeiros”.

Fonte: G1.

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