Jovens, mulheres e negros sofrem mais com violência; aponta pesquisa da Fiocruz

Entre os adolescentes, os números mostram que cerca de 65% dos óbitos vêm de causas externas, como agressões e...
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Alguns grupos sociais estão mais suscetíveis a sofrerem com a violência no Brasil. É o que mostra uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que apontou que adolescentes, jovens, adultos, mulheres, pretos e pardos sofrem mais com essa questão do que outros grupos.

Os dados levados em consideração vêm das notificações médico-hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS) e as estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativas aos anos de 2022 e 2023.

Entre os adolescentes, os números mostram que cerca de 65% dos óbitos vêm de causas externas, como agressões e acidentes. Na faixa etária de 15 a 19 anos, prevalece a violência física de um modo geral e tendem ser as vítimas em situações de conflito; já na de 20 a 24 anos, prevalecem as mortes violentas.

Entre os principais tipos de agressões sofridas pelos jovens estão: física (47%), psicológica (15,6%) e sexual (7,2%).

Quando o assunto é cor da pele, jovens pretos e pardos representam mais da metade dos registros de violência no SUS, com 54,1%. Jovens negros somam um total de 61.346 mortes (73%) por causas externas.

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

O estudo mostra que, entre os demais grupos, as mulheres são as maiores vítimas das violências, em todos os estados e no Distrito Federal (DF), com destaque para as jovens de 15 a 19 anos.

Entre as principais causas de morte violenta contra mulheres estão tiros disparados por arma de fogo e cortes causados por objetos penetrantes.

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