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Má notícia! preço do gás de cozinha deve continuar alto com petróleo e dólar caros

Já não é raro encontrar botijões de 13 kg vendidos a mais de R$ 100 –na região Norte, por exemplo, o preço chega a R$ 113. Em maio, o preço do gás de cozinha subiu 1,24%, em média, em todo o Brasil, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Já o gás encanado teve aumento de 4,58%.

Considerando que a conta de luz subiu 5,73% e a conta de água e esgoto teve aumento de 1,61%, o grupo Habitação foi o que teve mais impacto no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em maio, sendo responsável pelo incremento de 0,28 percentual. No mês passado, a inflação oficial do Brasil avançou 0,83%, a maior taxa para o mês desde 1996.

Cenário não favorece

E para quem se pergunta se o preço do gás vai cair, podemos dizer que o cenário não é tão animador assim.

Primeiro, temos que entender os fatores que determinam o preço do gás no Brasil. O economista e professor da FGV-RJ (Fundação Getulio Vargas) Mauro Rochlin conversou com o CNN Brasil Business para explicar a formação de preço do combustível.

O gás de cozinha ou encanado é um derivado do petróleo. Portanto, o preço do combustível fóssil é o principal fator para a formação de preço do botijão. E é aí que a coisa começa a ficar complicada.

O barril do petróleo Brent era negociado a US$ 72,40 nesta quinta-feira, muito próximo do patamar pré-pandemia –em 20 de maio de 2019, a cotação alcançou US$ 72,83. No período mais agudo da recente crise econômica, o preço do barril do Brent chegou a afundar para US$ 22,74.

Portanto, se o petróleo está mais caro, o gás na sua cozinha também ficará.

Ainda é preciso considerar que a commoditie é negociada em dólares. Hoje, cada dólar vale cerca de R$ 5. É verdade que o real está se valorizando ante a moeda norte-americana, mas a alta do preço do petróleo vem anulando este que seria um fator positivo no preço do gás.

O governo interveio e zerou a alíquota de PIS e Cofins que incide sobre o gás de cozinha, mas a redução no preço não chegou ao consumidor porque as empresas aproveitaram para ter alguma margem de lucro.

“Muitas companhias já avisaram que, analisando a planilha de custos, não poderão repassar a queda do imposto, ou seja, a medida só vai ajudar a aumentar a lucratividade das distribuidoras”, disse, em março, o presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo (Asmirg), Alexandre Borjaili.

Energia elétrica

O recente aumento da energia elétrica por causa de mais uma crise hídrica que se desenha não deve impactar o preço do gás de cozinha, segundo Mauro Rochlin.

“O preço da energia elétrica não tem impacto direto no preço do gás, pelo menos no curto prazo. Não acho que o movimento de trocar energia elétrica pelo uso do gás é relevante por enquanto”, afirma o professor.

Para Rochlin, ainda é cedo para buscar soluções como trocar o sistema do chuveiro, já que ainda não se sabe por quanto tempo o preço do gás estará alto.

“Eu esperaria para ver se é um movimento de longo prazo. É preciso pensar se a troca vai compensar considerando o custo da substituição do sistema”, afirma. Fonte: CNN

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1 COMENTÁRIO

  1. Como se pode ver, de nada adiantou trocar o comando da Petrobras de um economista por um general, pois a política de preços da Petrobras não mudará, continuará a mesma com reajustes periódicos baseados no preço do barril de petróleo, pois é assim que funciona esse mercado e está longe de mudar.

    Da mesma forma, a redução dos tributos sobre o preço do gás de cozinha e demais combustíveis, dificilmente gerará redução no preço final ao consumidor.

    Porque o preço final ao consumidor depende de cada empresa revendedora, que por serem empresas privadas praticam as regras do livre comércio, vale dizer, praticam o preço que quiserem. Exemplo disso é que quando o preço dos combustíveis aumenta nas refinarias, o preço ao consumidor imediatamente aumentam também. Mas quando os valores comercializados nas refinarias diminuem, os preços nas revendedoras NÃO diminuem, permanecem inalterados, ou seja, a redução do preço dos combustíveis nas refinarias nunca chega ao consumidor final.

    Uma forma – realmente – EFICAZ de garantir a redução dos preços dos combustíveis ao consumidor seria por meio da imposição às empresas da tabela de Preços Médios Ponderados ao Consumidor Final de combustíveis (PMPF) estabelecida pelo Confaz.

    O PMPF do Confaz é usado pelos estados como base para calcular o ICMS, mas não define os preços para o mercado, de modo que, sem tabelamento, as empresas revendedoras acabam impondo ao consumidor o preço que bem entenderem, na maioria das vezes, abusivos e desproporcionais com a realidade, auferindo com isso vultosos lucros e lesando sobremodo o consumidor final.

    Por que então não tabelar o preço final dos combustíveis ao consumidor com base nessa tabela do Confaz?

    Resposta: porque não querem, eis que no Brasil há também muita gente ganhando milhões com essa política de preços da Petrobras. E essa gente está fortemente representada no Congresso Nacional.

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