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Abaiara-Ce: Município mantém a tradição de participar de todas as “MARCHA DAS MARGARIDAS”

Representantes de Abaiara da “Marcha das Margaridas 2019” | Foto: divulgação

Com o lema: “Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”, acontece de 13 e 14 de agosto de 2019, a 6ª edição da MARCHA DAS MARGARIDAS.

De Abaiara-Ce viajaram para participar do evento Maria socorro de Sousa do nascimento; Maria aparecida Magalhães; Geralda Alves de Sousa; Maria Edlania Nazário e José wenistay Alves dos santos. Esses 05 agricultores estarão mantendo a tradição do município ter representante em todas as edições do movimento.

A ação acontece a cada quatro anos e esta é a sexta edição. Ao longo de suas edições, desde a primeira realizada em 2000, a Marcha tornou-se um importante espaço e uma importante estratégia para as Margaridas conquistarem visibilidade, reconhecimento social, político e cidadania plena.

A 6ª Marcha das Margaridas é realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), suas 27 Federações e mais de 4 mil Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de todo o País em parceria com 16 organizações sociais entre movimentos feministas e de mulheres trabalhadoras, centrais sindicais e organizações internacionais.

QUEM É MARGARIDA ALVES

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Margarida Alves foi a primeira mulher no estado da Paraíba, durante a ditadura militar, a lutar pelos direitos trabalhistas, como: direito a férias, jornada de trabalho de oito horas diárias, décimo terceiro, carteira assinada, entre outros. Ela também foi uma das fundadoras do Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural. Durante os doze anos de sua participação no sindicato foram movidas mais de 600 ações trabalhistas. 

Por causa de sua luta perdeu a vida. Na época de sua morte havia movido 73 ações trabalhistas contra engenhos e uma usina. Sua luta então entrou em choque contra uma das maiores usinas do local: a Usina Tanques. A partir de então ela começou a receber várias ameaças. Foi assassinada por um matador de aluguel no dia 12 de agosto de 1983, com um tiro que deixou seu rosto deformado.

Hoje ela se tornou um símbolo político e várias pessoas carregam seu nome em uma marcha que reúne em Brasília, todo ano no dia 12 de agosto, milhares de mulheres trabalhadoras rurais: A Marcha das Margaridas.

ASSISTA AO DOCUMENTÁRIO PARA SABER MAIS SOBRE A HISTORIA DE MARGARIDA ALVES

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