ARQUEOLOGIA EM MILAGRES (Parte 1): Sítio Capim Pedra Grande

Uma das primeiras formas que o ser humano encontrou para deixar seus vestígios foi a pintura. Pinturas estas, conhecidas...

Pintura rupestre localizada no Sítio Capim Pedra Grande (Fotos: Acervo EEEP Ana Zélia da Fonseca)
Pintura rupestre localizada no Sítio Capim Pedra Grande (Fotos: Acervo EEEP Ana Zélia da Fonseca)

Uma das primeiras formas que o ser humano encontrou para deixar seus vestígios foi a pintura. Pinturas estas, conhecidas como pinturas rupestres, se resumem em traços desenhados nas rochas, ou mesmo em abrigos por povos que viveram em tempos pretéritos, sempre com o intuito de inscrever acontecimentos importantes no decorrer de sua vivência em uma determinada região. Segundo Scatamacchi, (2005, pág. 37) “Tais sinalizações representam o registro de experiências humanas passadas, constituindo uma linguagem simbólica”.

Na vertente leste da Chapada do Araripe, se encontra o mais recente sítio arqueológico descoberto a ser estudado, onde apresenta um fácil acesso e exibe indícios de registros identificados apenas por pinturas rupestres.

O sítio Capim Pedra Grande localiza-se na cidade de Milagres, que se encontra situada no sul do Ceará, distante 487 km da capital, mais precisamente às margens da CE 293, próximo ao Riacho dos Porcos, distante 2,5 km da sede do município de Milagres.

De acordo com a moradora local, Maria do Socorro Alves, 74 anos, sempre viveu nesta localidade, afirma que “seus avós contavam que o lugar recebe este nome devido à extensa área alagada, pertencente às margens do riacho dos porcos, onde antigamente nesta, só existia capim, no entanto, antes da denominação capim, o lugar era denominado sítio capim pedra grande. O termo pedra grande, refere-se ao imenso lajeiro onde estão feitos os registros rupestres”.

Tal trabalho visa o objetivo de promover a conservação das pinturas rupestres e a vegetação local do sítio Capim Pedra Grande da cidade de Milagres, pois o mesmo já sofreu com a retirada de paralelepípedos para construção civil. Certamente, nessas retiradas, como foram de grandes extensões e muito próximo a algumas pinturas rupestres, supõe-se que dos grandes blocos de arenitos que foram arrancados, alguns podem conter pinturas. Com esse estudo, pretende-se também comparar os registros encontrados com outras áreas já pesquisadas, tendo como base, os sítios arqueológicos estudados nos arredores da Chapada do Araripe.

A série de reportagens “ARQUEOLOGIA EM MILAGRES” é uma parceria do Portal OKariri com a EEEP Ana Zélia da Fonseca e é publicada sempre aos domingos.

Professor Jonas Fernandes

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