BARBALHA: Vereador denuncia falta de assistência na zona rural do município

O vereador André Feitosa (MD – Barbalha) apresentou denúncia contra a Prefeitura Municipal em função da precarização dos serviços...

Serviços precários comprometem a qualidade de vida dos moradores da zona rural (Foto: Arquivo JC)
Serviços precários comprometem a qualidade de vida dos moradores da zona rural (Foto: Arquivo JC)

O vereador André Feitosa (MD – Barbalha) apresentou denúncia contra a Prefeitura Municipal em função da precarização dos serviços públicos na zona rural da cidade. Segundo o parlamentar, falta assistência nos setores da saúde, educação e infraestrutura, junto à população mais carente. André relatou o drama vivenciado pela comunidade do sítio Barro Branco, localizado a 8 km da sede, que, nos últimos anos, vem enfrentando sérios problemas devido à escassez no abastecimento de água.

Segundo os moradores, atualmente a água distribuída na localidade é puxada de um poço profundo, que funciona por meio de uma ligação elétrica clandestina (gato), correndo o risco de a qualquer momento a Coelce cortar o fornecimento de energia. Durante o dia só chega água nas torneiras por um período de apenas 4 horas, entre manhã e tarde. De acordo com André, a Prefeitura prometeu instalar uma caixa d’água para melhorar o abastecimento, mas, até o momento, a obra não foi realizada. Há quatro anos, o material encontra-se encostado nas imediações da comunidade sem nenhuma utilidade.

Para o vereador, a Prefeitura tem sido omissa no que diz respeito ao desenvolvimento no campo. “Barbalha está crescendo intensamente na zona rural e precisa de um suporte mais qualificado. Aqui na comunidade do Barro Branco, a população está completamente desassistida. Faltam serviços básicos. Além das dificuldades com a água, a localidade ainda não dispõe de uma escola para atender aos filhos dos moradores dessa região e o atendimento médico só acontece uma vez por semana no PSF da Usina”, informou André.

A líder comunitária Maria Liô de Souza disse que já encaminhou vários ofícios à Prefeitura, informando a situação do bairro, mas que há dificuldade de retorno do Executivo. Os moradores reivindicam melhorias na infraestrutura. “A gente aqui não tem estrada. Quando chove, as nossas vidas ficam difíceis por causa da lama. Estrada estreita, sem pavimentação e carroçável. E quando não chove é a poeira. Essa caixa d’água era pra ter sido suspensa no primeiro mandato de Zé Leite”, protestou a líder.

O senhor Francisco Moreira de Sousa concorda que a situação do bairro é precária. “Aqui falta tudo. A população menos favorecida não tem assistência médica. O acesso é comprometido devido estradas esburacadas. Você tem um poço que está ligado num gato e isso já se arrasta há três anos. Já cheguei a distribuir água do meu poço para matar a sede da população”, disse.

Secretário rebate

O secretário de Infraestrutura e Obras, Magno Coelho, disse que a Prefeitura tem trabalhado no sentido de sanar as principais dificuldades da população da zona rural. Sobre o abastecimento de água, que é responsabilidade do Município, ele informou que cada localidade possui dois coordenadores para monitorar os registros de distribuição e que, até o momento, não consta nenhuma alteração no Barro Branco, mas se comprometeu em averiguar. O secretário desmentiu a possível ligação clandestina de energia para puxar água do poço profundo. Magno explicou, ainda, que a Prefeitura tem desenvolvido um planejamento arrojado no sentido de pavimentar as estradas vicinais, através de um projeto contemplado no PAC. Inclusive, a comunidade do Barro Branco será atendida em breve com a estruturação da malha viária.

Jornal do Cariri

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