
O Ministério Público Estadual do Ceará ingressou com um pedido de improbidade administrativa pedindo a condenação dos engenheiros e fiscais e da empresa responsável pela estátua de Nossa Senhora de Fátima, em Crato. O Ministério Público também entende que esse tipo de obra não pode ser feita com recursos públicos.
A construção da maior estátua religiosa do Ceará iniciou há cinco anos. O monumento de Nossa Senhora de Fátima, feito de fibra de vidro, deverá ter 46 metros quando concluído. A obra custa ao estado R$ 948 mil.
“Já ingressei com ação no começo do ano para tentar impedir a obra. Nós entendemos que o estado brasileiro é laico e que o governo do estado não pode subvencionar obras de natureza religiosa”, diz o promotor Lucas Felipe de Azevedo.
O Ministério Público também identificou suspeitas de superfaturamento na construção da estátua gigante. “Na primeira tentativa de construção da santa houve um desvio de R$ 416 mil dos cofres públicos”, diz o promotor.
Segundo investigação da promotoria, a construtora recebeu o equivalente a mais de 90% de conclusão da obra, mas atualmente a estátua tem 46% de sua conclusão. “O dono da empresa e seus empregados falsificaram medições”, segundo Lucas Felipe Azevedo. Os responsáveis pela construtora não foram localizados para comentar o assunto. A Secretaria das Cidades do Ceará, que financiou o empreendimento, afirmou que não iria se pronunciar sobre o caso.
A obra havia sido paralisada no início deste ano por decisão da Justiça, após pedido do Ministério Público. Atualmente operários trabalham no local.
G1 CE





