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Obra do Centro de Convenções do Cariri tem atraso de 180 dias

Equipamento não funciona ainda porque não conta com sistema de refrigeração. Além disso, serviço de acabamento externo não foi concluídos (Foto: Google Images)

Cerca de 180 dias após a última previsão de entrega do Centro de Convenções do Cariri à população desta região, a obra continua acumulando sucessivos atrasos em seu cronograma. Localizada às margens da CE 292, que liga os municípios de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, o empreendimento já apresenta toda sua parte física concluída. Contudo, não conta ainda com a rede elétrica que deveria funcionar no interior do prédio, como também não dispõe de sistema de refrigeração.

“As instalações elétricas não constam do nosso contrato com o Governo”, afirma o engenheiro Leonardo Ribeiro, representante da Construtora Granito, responsável pelos serviços de drenagem pluvial, terraplanagem externa, escavação e execução de pisos, tijolinhos, meio fio, iluminação pública, construção de jardins e rega de plantas.

Segundo ele, embora já tenha sido informado da existência de solicitações realizadas pela Secretaria de Turismo do Estado (Setur) para que a Companhia de Energia Elétrica do Ceará (Coelce) realize a ligação das redes de energia interna e externa, não há prazos para que o serviço seja realizado. “A Coelce, atualmente, é uma empresa extremamente difícil. Demora muito para que o atendimento seja realizado por eles”, avalia.

A demora na conclusão do processo de contratação de empresa responsável pela instalação do sistema de refrigeração no interior do prédio, por parte do Governo do Estado, também ocasionou atrasos na entrega do empreendimento, segundo argumenta o engenheiro da obra. “Atrasou também por isso”, diz ele, explicando, porém, que o Governo do Estado, através de processo licitatório, já contratou uma empresa especializada neste tipo de serviço e que alguns de seus funcionários já estão trabalhando na instalação dos dutos de ventilação no interior do prédio. “São cerca de oito ou nove funcionários”, disse.

Mobiliário

A maior parte do mobiliário que será utilizado em algumas das salas que compõem o Centro de Convenções não chegou ainda. No entanto, em alguma áreas, é possível perceber certa quantidade de móveis encostados ou empilhados. São cadeiras, mesas e pequenas poltronas.

Os auditórios também estão sendo concluídos. O de maior capacidade, que reunirá até 600 pessoas, estão sendo executados serviços de revestimento em gesso acartonado. Também estão sendo realizados testes na acústica do local. Já nos auditórios menores, que possuem capacidade para 160 pessoas, os acentos e os palcos ainda não foram finalizados. As rampas de acesso à deficientes, no entanto, já estão prontas. Atualmente, 15 pessoas continuam trabalhando no local, entre engenheiros, pedreiros, serventes e jardineiros.

O Centro de Convenções possui área construída de 4,9mil m² em um terreno de 27,8 mil m². Quando pronto, além dos quatro auditórios, vai oferecer ambiente para três recepções, quatro salas de reunião e multiuso e estacionamento com 208 vagas, além de espaços cobertos e ao ar livre para exposições. O valor da obra é de R$ 12,9 milhões oriundos do Tesouro Estadual.

Os serviços foram iniciados em junho de 2009. De lá pra cá, devido aos muitos atrasos, líderes classistas e políticos da região têm realizado diversas cobranças junto ao Governo do Ceará, através da Secretaria do Turismo do Estado (Setur), buscando celeridade na conclusão e entrega da obra.

Com o crescimento econômico em expansão nos mais diversos setores, a região ainda não conta com um equipamento que possa abrigar a realização de feiras de grande porte, tais como exposições e seminários ou outros eventos que recebam número considerável de público. A previsão de entrega da obra e a inauguração do Centro de Convenções do Cariri já sofreram alterações em, pelo menos, três vezes.

Através da assessoria de imprensa, a Coelce informou que só poderá realizar a ligação das redes de energia do Centro de Convenções do Cariri quando receber da Setur a comprovação em torno da construção da subestação de rede que caberia ao Governo do Estado.

A comprovação deve ser feita através do encaminhamento de ofício, com fotografias em anexo. Somente a partir daí é que a Coelce, após realização de vistoria, poderá realizar a ligação da rede de energia elétrica, nas áreas interna e externas.

A reportagem tentou ouvir a Setur sobre o atraso na construção da subestação de rede no local, onde o empreendimento está sendo construído.

A assessoria de comunicação social da pasta ficou de encaminhar uma nota a respeito da situação. O esclarecimento, no entanto, não foi enviado até o fechamento desta edição.

Diário do Nordeste

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