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Devotos dão adeus à Romaria da Esperança em Juazeiro

Ritual de romeiros inclui pedidos e agradecimentos de preces.
FOTO: DEIVYSON TEIXEIRA

 

Acontece hoje, em Juazeiro do Norte, o encerramento da Romaria da Esperança. A expectativa, segundo o Diário do Nordeste, é que o dia seja destinado à visitação dos túmulos do Padre Cícero, que fica na Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, e de outros religiosos que são representativos para a história da Igreja Católica, como os da beata Mocinha e o beato José Lourenço. A programação inicia-se logo cedo. Às 5 horas da manhã, acontece o canto do ofício de Nossa Senhora das Dores, na Basílica Menor. Também está previsto o canto do ofício das Almas, uma das tradições mais emocionantes.

 

Após cinco longos dias de peregrinação, romeiros de vários Estados do Nordeste, principalmente, de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Sergipe estarão reunidos para receber a bênção final, que acontecerá ao meio-dia, na Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores. Na ocasião, os líderes católicos irão abençoar também os motoristas e veículos que trouxeram os fiéis e benzê-los para a viagem de retorno aos seus locais de origem. Na Igreja do Socorro, as celebrações comunitárias estão marcadas para as 7 e 10 da manhã e 15 e 16 horas.

 

Desde o último dia 28, as igrejas estão realizando uma programação especial para a acolhida aos romeiros, que já participaram de diversas caminhadas, missas, encontros com representantes das pastorais e até de apresentações teatrais e shows de artistas regionais. A Romaria de Finados, que acontece, anualmente, desde a morte do Padre Cícero Romão Batista, é o maior evento religioso da cidade. Estima-se que mais de meio milhão de pessoas visitam o local durante este período.

 

A Romaria da Esperança é caracterizada por remontar a vida do Padre Cícero, maior líder religioso do Nordeste. Para os romeiros, nos últimos anos, a acolhida dos peregrinos tem obtido melhoras. Eles, geralmente, chegam aos grupos de cerca de 60 pessoas, permanecem em ranchos e pousadas lotados e dizem gostar dos momentos coletivos. Entre crianças e adultos, cada local de hospedagem recebe até 200 peregrinos. Alguns hábitos cotidianos como o de tomar banho e dormir ficam comprometidos, devido à grande concentração de gente no mesmo ambiente. Para alimentarem-se os romeiros trazem mantimentos. O feijão, arroz e a farinha ajudam a dar força para percorrer os templos tidos como sagrados. Na bagagem de retorno para casa, eles levam diversos objetos relacionados à devoção ao “Padim”, como livros, fitas, CDs e DVDs, chaveiros, terços, redes, lençóis, utensílios em alumínio e a tradicional rapadura empalhada.

 

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