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Detentos têm habilidades para trabalhos artesanais, revela universitária

Emanuela Sobrinho pretende realizar uma feira artesanal com os artigos produzidos pelos detentos (Foto: Divulgação)

Dos 13 detentos atualmente presentes na Cadeia Pública de Mauriti, nove têm habilidades para artesanato conforme relato da acadêmica de Serviço Social, Emanuela Sobrinho, que fez uso da tribuna da Câmara Municipal de Mauriti na sessão ordinária desta sexta-feira (11).

Há dois anos realizando trabalho voluntário na cadeia pública do município, a universitária disse ser necessária uma ação para garantir a reabilitação social dos detentos que, “apesar de estarem em dívida com a sociedade, têm um valor, porém, são marginalizados”.

Ao passo em que solicitava o apoio dos parlamentares, a jovem acadêmica relatou que os detentos realizam artigos artesanais como casinhas, cadeirinhas, mesinhas, entre outros, apenas com o uso de palito de picolé, cola e serra. “É uma terapia ocupacional para eles”, observa.

Ainda em conformidade com seu relato, os detentos não têm fonte de renda e por esta razão, a estudante pretende realizar uma feira artesanal com o objetivo de exibir os artigos e transferir toda renda adquirida com a venda dos produtos para os detentos e respectivas famílias. “A cadeia não é para isolar as pessoas a mercê da própria sorte. Eles querem mudar, mas precisam de uma mão estendida”, afirmou Emanuela Sobrinho.

O Vereador Cícero do Coité sugeriu na oportunidade que as penas alternativas impostas pela justiça local, sejam transformadas em material para os detentos prosseguirem com o trabalho artesanal.

Agência OKariri | Ribamar Xavier

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