CaririDestaquesMilagres

Milagres-CE: A Copa do Mundo Segundo Raimundo; “Pra honrar essa camisa tem que mostrar seu valor”

Poesia e Copa | O que você achou da copa? Em algum momento você duvidou que o brasil conquistaria o tão aclamado hexa?
Então, vamos falar da copa 2018!
Em Milagres, o poeta Raimundo Menezes, parafraseou os acontecimentos da copa em forma de cordel. Abordando os momentos que marcaram a copa 2018 como, por exemplo, as diversas e divertidas quedas teatrais do jogador Neymar. O cordelista também falou sobre do valor que um técnico tem, independente da vitória ou derrota, e que um time é composto não apenas de um jogador. Entre outros assuntos que rodearam a Copa da Rússia 2018. Confira a poesia:

“Pra honrar essa camisa tem que mostrar seu valor”

ADEUS COPA DO MUNDO

Se você não acha ruim
Vou te pedir um segundo
Nosso Brasil tá em apuros
Caiu em um poço sem fundo
Sem saúde e segurança
O povo sem esperança
E adeus à copa do mundo

Na outra copa do mundo
Botaram falta em Felipão
Ai disseram que esse Tite
Ia ser a salvação
O técnico tem seu valor
Mas se não tiver jogador
É outra decepção

Queriam ser campeão
Queria comemorar
O primeiro jogo empatou
Comecei desconfiar
É defeito do brasileiro
Por que o Brasil inteiro
Só bota fé no Neymar

Cai pra li, cai pra lá
E cadê os jogador
Ele pode até ser bom
Mas na copa não mostrou
Nas quartas de final
O Brasil nervoso jogou mal
E a Bélgica foi quem ganhou

O brasileiro gastou
Com bomba, bandeira, camisa
E eles voltaram da Rússia
Com aquelas cara lisa
Voltaram pro seu local
E se fosse pra final
A França dava-lhe uma pisa

Pra honrar esta camisa
Tem que mostrar seu valor
Tem que ter experiencia
E tem que ser bom jogador
Jogar que nem Ronaldinho
Tivelino e Jaizim
E como Pelé jogou

Mas tudo bem já voltou
Já estão no seu lugar
No Brasil só tem reforma
Então vamos reformar
Não deixe pra depois
Porque me 2022
A copa é no catar

Vocês queiram me desculpar
S’eu aborreci alguém
Mas nunca botei fé
Nesta seleção que tem
Não tenho essa esperança
E se jogasse com a França
Era 7 a 1 também

O CORDEL

Literatura de cordel também conhecida no Brasil como folheto, é um gênero literário popular escrito frequentemente na forma rimada, originado em relatos orais e depois impresso em folhetos. Remonta ao século XVI, quando o Renascimento popularizou a impressão de relatos orais, e mantém-se uma forma literária popular no Brasil. O nome tem origem na forma como tradicionalmente os folhetos eram expostos para venda, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes em Portugal. No Nordeste do Brasil o nome foi herdado, mas a tradição do barbante não se perpetuou: o folheto brasileiro pode ou não estar exposto em barbantes. Alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, também usadas nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores. Para reunir os expoentes deste gênero literário típico do Brasil, foi fundada em 1988 a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro.

okariri
Tags
Ver Mais

ARTIGOS RELACIONADOS

Close