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3 óbitos por dengue são registrados no Ceará

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É crescente o número de casos de dengue confirmados no Estado do Ceará. De acordo com o último boletim epidemiológico, divulgado ontem pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), foram contabilizados 494 casos a mais da doença. A pesquisa mostra que até o dia 19 deste mês foram registrados 13.738 casos da doença, enquanto na semana seguinte, o número já apresentava 14.232 pessoas vítimas da dengue.

Em relação ao número confirmado de casos graves da doença, o boletim anterior mostrava 227. Nesta semana, o número de vítimas do Aedes aegypti subiu para 247. Desses últimos números, 203 casos foram de Dengue com Sinais de Alarme (DCSA) e 44 casos de Dengue Grave (DG).

Uma comparação entre os dois últimos boletins divulgados pela secretaria mostra que o aumento foi de 20 casos graves da doença. Somente neste ano, foram contabilizados 35 óbitos. Analisando o último boletim lançado pela Sesa, é possível calcular um aumento de 43% dos casos graves confirmados, comparados a igual período passado. Entretanto, houve redução de 45,3% nos óbitos em comparação a igual período de 2013.

Ainda assim, o infectologista Anastácio Queiroz lamenta o alto índice de mortes pela doença. “É muito óbito para uma doença tão previsível e prevenível. É evidente que só há mosquito, onde há o acúmulo de água. Seria necessário que todos trabalhassem em conjunto para evitar que isso acontecesse. Na realidade, as pessoas sabem como a doença é transmitida, mas esse fatos não as fazem prevenir”.

Municípios

A doença foi registrada em 145 municípios, ou seja, 79% de todo o Estado apresentou ocorrências. Entre eles, destacam-se: Aracati, Araripe, Alto Santo, Arneiroz, Brejo Santo, Campo Sales, Eusébio, General Sampaio, Hidrolândia, Icó, Jaguaribara, Jaguaribe, Jijoca de Jericoacoara, Limoeiro do Norte, Nova Olinda, Piquet Carneiro, Pentecoste, Pereiro, Parambu, Porteiras, Quixeré, Santana do Cariri, Tabuleiro do Norte, Tauá, Umari, Ocara, com incidência acima de 300 por 100.000 habitantes. A faixa etária mais atingida pela dengue é de 20 a 29 anos.

“A nossa relação com a água ainda é muito complicada. Objetos simples que podiam ser eliminados, como casca de ovos, sapatos velhos, latas, ainda estão nos nossos quintais. Nós ainda temos o criadouro do mosquito da dengue”, comenta o infectologista Anastácio Queiroz, explicando que as pessoas precisam manter uma rotina de limpeza, mudando os hábitos.

“São 28 anos convivendo com esse transmissor. Porém, os costumes não mudaram. Eu posso fazer tudo correto, mas o meu vizinho não. É uma cadeia que depende de todos, uma ação coletiva que precisa da ajuda do Governo e, principalmente, da população”, afirma.

É considerada sob suspeita de dengue a pessoa que apresente febre, usualmente entre 2 e 7 dias, além de duas ou mais das seguintes manifestações: exantema, cefaleia, dor nos olhos, mialgia, artralgia, náuseas, vômitos ou leucopenia. Em casos mais graves, os sintomas podem ser choque, devido ao extravasamento grave de plasma, evidenciado por taquicardia; extremidades frias e tempo de enchimento capilar igual ou maior a três segundos; sangramento grave e comprometimento de outros órgãos do corpo.

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