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Ainda não é o ideal: Número de registros de vítimas de crimes sexuais no Ceará é o menor desde 2017

De janeiro a maio de 2020 foram registrados no Ceará 640 crimes sexuais. Conforme comparativo dos iguais períodos dos anos anteriores, desde 2017, este é o menor número contabilizado pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

imagem ilustrativa

Do ano de 2017 até 2019 o número de denúncias vinha aumentando. O levantamento da secretaria indica que em um ano houve redução de quase 15% nos registros. Dos cinco primeiros meses de 2020, abril foi o mês com menos ocorrências: 88. Esse também foi o mês com menos pessoas circulando nas ruas, principalmente em Fortaleza, devido ao decreto de isolamento em decorrência da pandemia de Covid-19.

Para a delegada Rena Gomes, diretora do Departamento de Proteção aos Grupos Vulneráveis (DPGV), a redução nos registros nos últimos meses está diretamente relacionada à quarentena. A delegada alarma para uma realidade preocupante: a diminuição pode não significar que menos crimes estejam ocorrendo, e sim que menos vítimas tenham denunciado às autoridades.

Quarentena

“Esta diminuição se deu em razão da impossibilidade de muitas vítimas se locomoverem, já devido ao isolamento social. Muitas vezes, a mulher, principal vítima deste crime, precisa realizar uma denúncia presencial, porque o crime pode envolver um exame de corpo de delito, por exemplo. Nós ainda não sabemos se houve uma redução real no quantitativo de crimes, ou se o que caíram foram somente a quantidade de denúncias”, explicou a delegada.

De acordo com Rena Gomes, os crimes sexuais vão desde casos de importunação até o estupro, podendo chegar a pena de reclusão de 12 anos. A delegada diz que neste período de quarentena ainda não é possível fazer o recorte de onde a violência mais está acontecendo e por quem mais vem sendo praticada.

“Nós sabemos que muitas vezes há a questão intrafamiliar. Nesta situação de crime sexuais ainda há a interferência da ingestão de bebida alcoólica. Geralmente, as mulheres jovens são mais vítimas, mas o perfil é variado”, disse a policial.

A secretaria destaca que a vítima de um crime sexual pode denunciar o fato em qualquer delegacia. No entanto, preferencialmente, deve recorrer a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde há equipe multiespecializada voltada para realizar os primeiros atendimentos.

Por: G1/CE.

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