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Assista: Vídeos mostra pessoas fugindo da queda do prédio em Fortaleza

O trabalho de buscas por vítimas do desabamento do Edifício Andrea segue nesta quarta-feira (16). Os trabalhos seguem ininterruptos desde o primeiro atendimento à ocorrência, com o revezamento de equipes do Corpo de Bombeiros.

Às 9h50, os bombeiros ouviram um assobio. Era uma vítima se comunicando. Os militares então pediram silêncio total das pessoas no local. A pessoa soterrada está perto do caminhão estacionado ao lado do mercadinho atingido pelos destroços.

Os bombeiros deram início, ainda na madrugada, à retirada dos entulhos, que são levados por caminhões que acessam o local e cerca de 150 voluntários se revezam com auxílio no resgate e ajuda a vítimas.

Em nova imagens divulgadas nesta quarta-feira (16), é possível ver o momento exato que pessoas próximas ao Edifício correm enquanto o edifício desaba. No vídeo, identifica-se uma pessoa do lado de fora, e outras 5 correndo dentro das instalações do prédio.

ASSISTA O VÍDEO:

DADOS ATUALIZADOS: 2 MORTOS, 9 FERIDOS E 9 DESAPARECIDOS

A primeira vítima foi um entregador de água que estava em um mercadinho atingido pelos destroços, conforme informação do Corpo de Bombeiros. A segunda morte é de uma mulher ainda não identificada. Ela foi encontrada na madrugada e ainda está sob os escombros. Além das pessoas que morreram, 9 seguem desaparecidas e 9 foram resgatadas com vida.

Nesta manhã, apenas dois feridos continuavam no Instituto Dr. José Frota (IJF)

  • Cleide Maria da Cruz Carvalho, de 60 anos – deu entrada no hospital com ferimentos no corpo, mas o quadro é estável
  • Gilson Gomes, de 53 anos – resgatado do mercadinho ao lado do prédio

Na terça-feira, também foram atendidos no local:

  • Antônia Peixoto Coelho, de 72 anos – estado de saúde considerado grave. Foi levada a pedido da família para um hospital particular

Voluntário da Cruz vermelha que teve a mão machucada (o nome dele não foi divulgado)

Outras vítimas resgatadas foram levadas para hospitais particulares.

CHUVA DURANTE RESGATE

Pela manhã, a chuva que caiu sobre a Capital diminuiu o ritmo do trabalho por alguns momentos mas, tão logo acabou, as equipes retomaram os trabalhos sobre os escombros.

Segundo um bombeiro, a chuva fraca não atrapalha o serviço e pode até ajudar, pois baixa a poeira e ameniza o calor. Se a precipitação for mais forte, contudo, é recomendado que o trabalho seja suspenso, porque há risco, inclusive, para a equipe de resgate.

DESABAMENTO: ENTENDA O QUE HOUVE

O Edifício Andrea desabou na manhã desta terça-feira (15), por volta das 10h28, no cruzamento da Rua Tibúrcio Cavalcante com Rua Tomás Acioli, no Bairro Dionísio Torres, em Fortaleza.

A Prefeitura de Fortaleza afirmou na tarde desta terça que o prédio foi construído de maneira irregular. Segundo a prefeitura, até o ano de 1995 existia uma residência no lugar do Edifício Andrea. O primeiro imóvel foi construído na década de 1970. A prefeitura revelou ainda que a construção irregular dos sete pavimentos é o motivo pelo qual não há registros oficiais do prédio.

O presidente do Conselho Regional de Engenharia do Ceará (Crea-CE), Emanuel Maia Mota, afirmou durante entrevista coletiva, que também não tem registro ou nome de um engenheiro responsável pela construção do Edifício Andrea.

“Aqui no Crea a gente está constituindo uma comissão que vai levantar informações acerca da reponsabilidade, dos profissionais que estavam ali na nuvem, digamos assim, de serviços a serem executados, e vamos repassar isso para a Defesa Civil, para a perícia, enfim”, afirmou ele.

Emanuel Maia Mota disse também que foi registrada, uma Anotação de Responsabilidade Técnica informando uma reforma de recuperação de construções e pintura no Edifício Andrea, que ia custar R$ 22.200. O documento é exigido sempre que condomínios ou donos de casas vão fazer uma obra no imóvel.

Mota explica que a anotação entrou segunda-feira nos registros do Crea-CE em nome de um engenheiro que informava que uma reforma seria executada no prédio, sem especificar em que área seria esta obra.

Sobre a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), documento de registro da reforma, o presidente do Crea acrescentou que uma vez que o engenheiro faz o registro do serviço, ele se autodeclara responsável pelas obras. 

“O engenheiro passa a assumir tudo após esse registro e quando ele faz de forma genérica, essa responsabilidade é muito mais ampla. Se ele tivesse descrito o que ele estava fazendo e que tipo de procedimento ia ser executado, as responsabilidades iam se restringindo. Dependendo da responsabilidade apontada pela perícia que será feita no local, no Crea ele pode responder à resolução 1090, que prevê a suspensão do registro profissional.

Fonte: Diário do Nordeste.

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