Bolsonaro deve vir ao Ceará, na próxima sexta (26); será que irá aglomerar? Como Camilo irá reagir?

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve chegar no Ceará na próxima sexta-feira, 26, para solenidade que marcará a retomada de três obras inacabadas em estradas federais. Até o momento, o evento será conduzido pelo ministro  da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. O objetivo é participar de uma ação adotada pela pasta que visa de focar na conclusão de obras paralisadas por gestões anteriores. O roteiro da visita inclui Fortaleza e Tianguá, além de sobrevoo por Caucaia e Horizonte.

Bolsonaro em Penaforte-CE | Imagem: @OKariri

A visita já tinha sido discutida na última sexta-feira, 19. A agenda irá marcar a assinatura de ordens de serviço para o reinício da Travessia Urbana de Tianguá, na BR-222/CE, novos traçados da rodovia (variantes) em Umirim e no distrito de Frios, também na BR-222/CE, além da conclusão do viaduto de acesso à cidade de Horizonte/CE, na BR-116/CE.

Até o fim do mês, o estado está sob decreto de distanciamento social mais rígido para tentar conter o avanço acelerado da Covid-19 no Estado. E eventos com o presidente da República têm sido, Brasil afora, atos de aglomeração. Bolsonaro, desde o início da pandemia, tem demonstrado pouca preocupação com isso, para ser polido.

A situação do governador fica delicada. Se comparece ao ato com o presidente, está, indiretamente, apoiando aglomerações em um momento em que o estado luta para evitar novas contaminações por conta da estrutura hospitalar perto do limite de atendimento e também numa hora em que o Executivo enfrenta desgaste com o setor produtivo pela providência de restringir os horários de funcionamentos do comércio e que determina toque de recolher.

Faltar ao evento presidencial, por outro lado, embora esteja declarado que os dois são adversários políticos, é um ato igualmente antipático por estar o governador investido da institucionalidade estadual para um momento que se anuncia investimentos ao Estado. E Camilo já deu demonstrações de cumprir essa liturgia do cargo em mais de uma vez.

Haverá críticas, sem dúvida, em qualquer das escolhas que o governador fizer caso seja confirmada a visita da comitiva presidencial.

*OKariri com DN.

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