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CE: Demissões atingem 3,5 mil na construção civil

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Já chegam a cerca de 3.500 o número de demissões na construção civil, desde novembro do ano passado, em virtude dos atrasos do governo federal no pagamento do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) no Estado. A informação é do presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro, que alerta que, se o problema não for equacionado, esse número poderá aumentar, com a possível paralisação das obras.

Pagamentos postergados

Segundo ele, os atrasos no pagamento chegam a 45 dias, em alguns casos. O problema teve início no ano passado, agravando-se entre setembro e outubro, com atrasos chegando a 90 dias. “Tem empresas de pequeno e médio porte responsáveis pelas obras. Portanto, quando há atrasos como estes, elas não têm capital de giro para continuar”, destaca o empresário.

Ritmo muito lento

As obras do MCMV no Estado já estão seguindo em ritmo lento, por conta destes atrasos. “Nós vivemos essa insegurança, porque não sabemos quando o governo vai pagar. Se houvesse uma regra, determinando quando que sairia o pagamento, a situação se resolveria. Mas não é isso que ocorre”, reclama.

A tendência, aponta, é que algumas obras sejam paralisadas, caso o governo não equacione o problema. “Fica impossível de prosseguir se o dinheiro não vem. As empresas estão cautelosas, trabalhando em um ritmo menor”. Desde sua criação, no governo Lula, até o momento, na segunda fase do programa, foram construídas 20 mil unidades habitacionais no Ceará. Ainda faltam ser concluídas 35 mil unidades, informa o presidente do Sinduscon.

Reunião com ministros

Para tratar do assunto, Montenegro viajou essa semana para Brasília, onde se reuniu com os ministros Gilberto Kassab (Cidades) e Nelson Barbosa (Planejamento, Orçamento e Gestão) e com a presidente da Caixa Econômica Federal, Míriam Belchior. “Eles disseram que estavam engessados porque o Orçamento da União para 2015 ainda não havia sido aprovado”, afirmou o empresário. Como a peça foi aprovada na última terça-feira no Congresso Nacional e seguiu para sanção presidencial, a expectativa, agora, é que esta questão seja solucionada.

Terceira etapa

Apesar de o MCMV 2 ainda estar longe de ser concluído no Ceará, o governo já está estudando a terceira fase do programa, assunto que foi tratado em Brasília no encontro com os ministros. O presidente do Sinduscon adiantou que o governo está planejando criar uma faixa de renda mensal intermediária entre a primeira, que é totalmente subsidiada, e a segunda, que já conta com juros de 4,5%.

A nova faixa de renda seria para quem recebe entre R$ 1.600 e R$ 2.000, que contará com juros menores e terá financiamento pelo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O valor do imóvel a ser financiado poderá ser de até R$ 110 mil. A perspectiva é de que o MCMV 3 seja lançado a partir do segundo semestre deste ano.

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