CE: Secretaria da Saúde racionaliza uso de inseticida

O Ceará vem sofrendo com a diminuição no repasse de inseticida para o combate ao mosquito da dengue. De...

A recomendação do Ministério da Saúde é que os agentes usem o larvicida apenas em reservatórios que apresentem foco do mosquito (Foto: Bruno Gomes/Diário do Nordeste)
A recomendação do Ministério da Saúde é que os agentes usem o larvicida apenas em reservatórios que apresentem foco do mosquito (Foto: Bruno Gomes/Diário do Nordeste)
A recomendação do Ministério da Saúde é que os agentes usem o larvicida apenas em reservatórios que apresentem foco do mosquito (Foto: Bruno Gomes/Diário do Nordeste)

O Ceará vem sofrendo com a diminuição no repasse de inseticida para o combate ao mosquito da dengue. De acordo com nota técnica emitida pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), o Ministério da Saúde, responsável pela divisão do defensivo, precisou reduzir a distribuição do veneno Pyriproxyfen no País, por questões relativas à importação do produto, que é fabricado no Japão. Com a redução da oferta, os municípios cearenses têm tido que racionar o uso da substância, para que o Estado não fique totalmente desprovido de estoque. Ainda conforme a nota, desde o início de 2015, o abastecimento do Governo Federal ocorre de forma irregular.

Agentes de endemias são recomendados a utilizar métodos alternativos de combate ao mosquito, como a eliminação, a proteção e a destinação adequada de depósitos, e o tratamento somente de reservatórios que apresentem foco (larvas e/ou pupas) dos vetores. O larvicida Pyriproxyfen controla vetores da dengue, febre chikungunya e zika vírus. O produto age inibindo o desenvolvimento do inseto, impedindo que este crie asas e amadureça os órgãos reprodutivos.

De acordo com a assessoria de comunicação da Sesa, são usadas outras estratégias para conter a disseminação do mosquito, como recolhimento de resíduos, proteção de depósitos, eliminação de depósitos inservíveis e controle biológico com peixes larvófagos (que se alimentam de larvas e pupas). O órgão acrescenta que a infestação do Aedes aegypti pode estar ligada a diversos fatores, assim, a elevação dos índices das doenças transmitidas não está relacionada à redução do larvicida usado para o controle do mosquito.

Ainda conforme a Secretaria, o Pyriproxifen 0,5 G é um produto granulado liberado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para uso em água de consumo humano na dose de 0,01 mg do ingrediente ativo por litro de água. Nos imóveis, a recomendação é de 0,1 g para cada 50 litros de água de consumo humano a ser tratada.

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