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Ceará precisaria de R$ 817 milhões por mês para eliminar pobreza no estado

(Cristiano Mariz/VEJA)

O Ceará tem 44,7% (4.030.152) da sua população na pobreza, vivendo com menos de U$ 5,50 por dia ou R$ 406 por mês. É o que revela a Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com dados referentes a 2017. Para superar esse cenário, o Estado necessitaria distribuir R$ 817 milhões mensais. O valor é calculado a partir do “hiato de pobreza”, medida que identifica quanto falta, na média, para que cada indivíduo alcance a verba mínima estipulada pelo Banco Mundial.

Conforme o documento, em 2016 havia 45,1% da população em condição de pobreza. A redução, contudo, não foi observada no recorte da população vivendo na extrema pobreza – com menos de US$ 1,90 por dia (R$ 140/mês). De acordo com o SIS, em 2016, havia 1.244.884 pessoas nessa faixa no Estado. Em 2017, esse contingente cresceu para 1.253.224. Para eliminar a extrema pobreza, seriam necessários R$ 85 milhões mensais, aponta o levantamento.

De acordo com Pedro Rocha, analista da pesquisa do IBGE, esse dinheiro pode se apresentar de várias iniciativas. “Poderia vir de diversas formas, como transferência de renda pelo governo, através de programas sociais, como o Bolsa Família. Melhoria do mercado de trabalho, geração de emprego“, explica.

Segundo o estudo, houve aumento de dois milhões de pessoas vivendo na pobreza no País. Em 2016, eram 52,8 milhões (25,7%). O quantitativo aumentou para 54,8 milhões (26,5%) em 2017. Já o total de pessoas na extrema pobreza aumentou de 6,6% em 2016 para 7,4% em 2017, ao passar de 13,5 milhões para 15,2 milhões. Nestes casos, seriam necessários investimentos mensais de cerca de R$ 10,2 bilhões e R$ 1,2 bilhão para erradicar, respectivamente, a pobreza e a pobreza extrema.

Pedro frisa que todas as faixas de rendimento para classificar a pobreza tiveram ajuste. Apesar de o estudo não detalhar as causas para o aumento da população abaixo da linha de pobreza, ele aponta algumas possibilidades. “O Brasil está passando por uma crise. O rendimento das pessoas mais pobres caiu. A gente pode pensar em cortes de programas de governo, como o Bolsa Família”.

Os dados ainda apontam que a pobreza está regionalmente localizada no Brasil. No Nordeste, 25,6 milhões de pessoas, ou 44,8% dos habitantes, estão abaixo da linha de pobreza. Enquanto isso, no Sul, 12,8% da população de 29,6 milhões de habitantes está abaixo dessa linha. São 3,8 milhões de pessoas.

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Em relação às unidades da Federação, em 2017, Maranhão (54,1%) e Alagoas (48,9%) possuíam os maiores percentuais de pessoas com rendimento domiciliar per capita inferior a US$ 5,50 por dia. Na mesma faixa, Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentaram os menores valores percentuais, 8,5% e 13,5%, respectivamente.

Fonte: O Povo.

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