Um golpe está sendo aplicado com pessoas que fazem empréstimos consignados em bancos. No Ceará, o índice de vítimas desse crime representa 4,5% dos casos do país, com 2.300 ações judiciais no estado.
Segundo o presidente da comissão jurídica da Associação Brasileira de Bancos, Álvaro Loureiro, o percentual do Ceará em relação aos outros estados é baixo, mas os números devem ser ainda maiores. “A verdade é que a gente está começando um trabalho de apuração”, constata.
O crime
O crime é aplicado principalmente com idosos e servidores públicos que fazem empréstimos pagos em parcelas descontadas no contracheque, segundo Loureiro. O golpe consiste na venda do serviço de advogados, que ofertam anular as dívidas com os bancos para que novos empréstimos sejam realizados.
O advogado, então, entra na Justiça com uma medida liminar, questionando o contrato assinado com o banco. Com a liminar aceita, o desconto do pagamento no contracheque é interrompido e a vítima pode realizar novos empréstimos.
“São advogados que induzem a própria Justiça ao erro para conseguir vantagem”, afirma o presidente. Com a manobra ilegal, o advogado é pago por seus serviços e abandona o caso. Com o processo abandonado, a liminar cai e o antigo empréstimo volta a ser cobrado, deixando a vítima mais endividada.
Investigações
Loureiro explica que as investigações começaram há cerca de dois anos e que a ação é considerada crime de estelionato. “Estamos conversando com o Judiciário, mostrando para os tribunais que estão perdendo tempo, pois estão sendo induzidos a erro”, ressalta.
Além disso, o presidente informou que todos devem ter cuidado ao se depararem com ofertas desse tipo. “A pessoa sempre tem que desconfiar de propostas fáceis. Além disso, o presidente informou que todos devem ter cuidado ao se depararem com ofertas desse tipo. Quando a esmola é demais, o santo desconfia. Sempre que tiver dúvida, procure um amigo, o próprio banco ou o Decon. Infelizmente, para quem cair [no golpe], vai sofrer a cobrança”.
Tribuna do Ceará




