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Estado do Ceará tem chuvas dentro da média, mas regiões mostram cenários diferentes

Foto: Reprodução Cidades na Net

Com chuvas dentro da média histórica para o período, o Ceará recebeu 676,3 milímetros na quadra chuvosa (fevereiro, março, abril e maio) deste ano — 12,6% acima da normal. As precipitações resultaram em um aporte de 2,75 milhões m³ de água no sistema de abastecimento. Alcançando, com isso, 21,46% da capacidade de armazenamento. Apesar de o resultado ser o melhor nos últimos sete anos, as disparidades de aporte entre as regiões se acentuaram. “O que estava bom ficou melhor ainda e quem estava ruim ano passado ficou pior”, comparou Francisco Teixeira, secretário de Recursos Hídricos (SRH), durante divulgação do balanço da quadra chuvosa, na manhã de ontem, 5.

Chuvas dentro da média não representam aporte significativo no sistema hídrico do Ceará. A região centro-norte continua apresentando relativo “conforto hídrico”. As bacias do Coreaú (98,35%), do Litoral (91,46%), do Acaraú (65,57%) e da Serra da Ibiapaba (70,98%) contam com abastecimento garantido por pelo menos dois anos.

“Apesar de ter chovido um pouco acima da média no cenário geral, devido a alta irregularidade espacial das chuvas, nos reservatórios mais estratégicos a realidade não mudou, até piorou um pouco. A água que tem nos reservatórios de Fortaleza dá para um ano, até julho do próximo ano. Se não chover próximo ano, vamos ter problemas”, explica.

No final da quadra chuvosa de 2018, o Castanhão, maior e mais importante açude do Estado, estava com 8,48%. Atualmente o reservatório soma 5,5%. Dos 155 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), seis estão secos, 18 em volume morto e outros 72 com menos de 30% de sua capacidade total. Em melhor situação, 42 reservatórios estão com volume acima de 90%. Dos quais 24 estão sangrando.

Ele avalia que a situação pode ser contornada na maioria dos municípios “com preocupação maior em alguns municípios do Interior, como Quixeramobim, Mombaça, que vai para o quarto ano atendida pela bateria de poços, e Parambu”. Junto deles, Monsenhor Tabosa, Caririaçu, Salitre, Piquet Carneiro, Tamboril, Irauçuba, Pereiro e Pacoti somam dez municípios em situação de alta criticidade em relação ao abastecimento de água a partir do mês de julho. Outros nove devem entrar em situação de criticidade média entre agosto e outubro: Canindé, Itapiúna, Pedra Branca, Jaguaretama, Milhã, Piquet Carneiro, Orós, Icó e Catarina.

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“Nessas áreas de situação mais crítica, vamos continuar com todas as ações, perfuração de poços, construção de adutoras e transferência de água”, diz João Lúcio Farias, presidente da Cogerh.

Fonte: O POVO.

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