Uma portaria do presidente da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania de Fortaleza (AMC), que proíbe os agentes de trânsito a falar com jornalistas, sob pena de sofrer punição, causou polêmica. Representantes do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifor) estão decepcionados com a decisão.
O agente de trânsito e diretor setorial de trânsito do Sindifort, Eriston Ferreira, considera essa ação uma medida repressiva e ditadora. Para ele, a Prefeitura de Fortaleza quer mostrar as mazelas dentro do órgão, que são denunciadas pelos servidores. “Só o fato da prefeitura estar tentando, com essa medida ilegal, nos calar mostra que o que estamos falando tem credibilidade”, disse.
Ele denunciou que existe uma gestão militar na AMC, que “vem desde o tempo da [ex-prefeita] Luizianne”. “Esperavamos um comportamento diferente. Estamos decepcionados com a forma que o Roberto Cláudio vem nos tratando”. Além disso, ressaltou que os servidores não aceitarão de forma passiva a medida. Para isso, um ato será realizado na segunda-feira (3), ao meio-dia, em frente à sede do órgão.
Sobre gestão
Eriston Ferreira reclamou que o atual presidente da AMC, Vitor Cosmo Ciasca Neto, nunca apareceu publicamente para os agentes de trânsito. Além disso, afirmou que não há profissionais especializados no órgão. “Falta pessoas especializadas na área. Deviam introduzir pessoas que tem conhecimento no processo. Só vem gente por indicação nos cargos de administração”.
Tribuna do Ceará





