FORTALEZA: Choque elétrico faz 3ª vítima em 2 semanas

Morre mais uma pessoa vítima de choque elétrico em Fortaleza. O eletricista José Wilson do Santos, 45 anos, fazia...

No caso de fios soltos no meio da rua, a Coelce recomenda que a população nunca toque neles, que podem estar passando corrente elétrica (Foto: Kelly Freitas/Diario do Nordeste)
No caso de fios soltos no meio da rua, a Coelce recomenda que a população nunca toque neles, que podem estar passando corrente elétrica (Foto: Kelly Freitas/Diario do Nordeste)

Morre mais uma pessoa vítima de choque elétrico em Fortaleza. O eletricista José Wilson do Santos, 45 anos, fazia uma manutenção em cabos do Shopping Metrô, no Centro de Fortaleza, quando sofreu uma descarga elétrica e caiu de uma escada, de uma altura de três metros. Um grande conglomerado de pessoas se concentrou na entrada do Shopping, na Rua 24 de Maio. A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) informa que ainda vai analisar o caso e as possíveis causas do incidente. O laudo técnico está previsto para ser divulgado em 20 dias.

Por causa do ocorrido, durante o período da tarde o Shopping Metrô ficou fechado. Este já é o terceiro incidente envolvendo choque elétrico registrado, em menos de duas semanas, no Estado do Ceará. Na terça-feira de Carnaval (12), os franceses Jean Claude Defranché, 69, e Jean Dominique Martini, 64, passeavam pelas dunas, em Carrapateiras, quando sofreram descargas elétricas devido a um fio de média tensão da Companhia Energética do Ceará (Coelce), que estava parcialmente coberto pela areia.

Casos

Devido a complicações das queimaduras causadas pela descarga elétrica, Jean Dominique morreu no último dia 18. O seu amigo, Jean Claude Defranché, segue internado em estado grave no Instituto Doutor José Frota (IJF). O seu quadro de saúde, no entanto, é considerado estável.

Além dos franceses, uma criança de 11 anos foi socorrida no último dia 17, no bairro Dunas, após tocar em um fio de baixa tensão que havia caído no chão, na Rua Osvaldo Araújo. Depois de receber os primeiros socorros, ainda no local, o menino foi encaminhado para o Hospital Geral de Fortaleza (HGF).

Apesar dos recorrentes casos registrados na Capital, é fácil flagrar na cidade pontos em que a fiação oferece riscos à população. Por abrigar grande número de edificações antigas, uma região que preocupa bastante é a do Centro da cidade, onde grande parte das instalações são velhas. Algumas com a mesma idade de construção dos imóveis.

No cruzamento da Rua Meton de Alencar com Avenida Tristão Gonçalves, fios aparentemente de grande voltagem estão expostos em plena calçada, oferecendo risco a quem transita por ali. Uma placa alerta para o risco de choque, mas não existe no local nenhuma proteção, de fácil acesso da população.

Os casos não param por aí. Na Rua Senador Pompeu, próximo à Rua Liberato Barroso, um vendedor ambulante que conserta celulares fez uma gambiarra para ter energia elétrica e poder testar os aparelhos. Diariamente, ele sobe e desce o fio, que fica pendurado na marquise só com plásticos de proteção na ponta.

No bairro Aldeota, no cruzamento da Rua Padre Valdevino com Osvaldo Cruz, chama atenção um amontoado de fios, aparentemente da rede de telefonia, que rompeu e foi amarrado de improviso em uma placa de sinalização e até em uma árvore.

Diário do Nordeste

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