“Milho e algodão: parceria que impulsiona a agricultura sustentável na Chapada do Araripe, no Ceará”

O milho, um dos principais cultivos de subsistência no Ceará, vem ganhando cada vez mais espaço ao lado de...
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O milho, um dos principais cultivos de subsistência no Ceará, vem ganhando cada vez mais espaço ao lado de outras culturas. Na Chapada do Araripe, há planos de alternar o plantio de milho com algodão, conforme revelou Alexsandro Mastropaulo, gerente de projetos da Corteva Agroscience, durante o Global Agrobusiness Festival em São Paulo.

No Ceará, a Corteva desenvolve o projeto Prospera, que ajuda pequenos e médios agricultores a aumentar a produção de milho usando técnicas de grandes lavouras. Desde 2022, o projeto atua no Estado, que faz parte de uma iniciativa que começou em Pernambuco em 2017, abrangendo toda a região Nordeste até Alagoas.

A Embrapa também está estudando o cultivo de algodão na região da Chapada do Araripe, onde há cerca de 2,5 mil hectares de algodão. A ideia é usar o milho na rotação com o algodão, ajudada pelo conhecimento e suporte do programa Prospera.

Desde o fim de 2023, a região vem recebendo investimentos para fortalecer a cadeia do algodão, que já ocupa mais de 20 mil hectares. O objetivo é que o plantio de algodão, que já foi uma base econômica do Estado, volte a ser uma atividade importante na região, que também produz mandioca e soja.

Embora a Corteva esteja envolvida, Alexsandro destacou que o foco do Prospera é aumentar a produção de milho nos cinco estados do Nordeste onde atua, e não o cultivo de fibra de algodão. A empresa também trabalha com consórcios de milho e cana-de-açúcar, uma iniciativa da Embrapa, além de apoiar pequenos agricultores, como os que cultivam caju em Ocara, no Maciço de Baturité, onde o plantio conjunto de milho tem aumentado a produtividade e gerado renda.

No geral, o Ceará tem visto resultados positivos, com produtividades elevadas em regiões como Novo Oriente, Ocara e Tianguá, mostrando que a transição tecnológica está trazendo benefícios reais para os agricultores locais.

Fonte: Diário do Nordeste

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