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VÍDEO – Vereador do Ceará sugere beber álcool em combate ao covid; o que diz a OMS?

“Se o álcool protege e mata o vírus, então eu vou beber o álcool. Eu vou me proteger.”, disse o vereador, essa foi a fala do vereador de Lavras da Mangabeira Titil Lobo sugerindo durante sessão na Câmara a ingestão de álcool no combate à covid-19.

A fala do parlamentar aconteceu na terça-feira (26/jan), quando ele contestou um decreto municipal que proíbe o consumo de bebidas alcóolicas em restaurantes, por conta da pandemia.

O vereador também menciona, segundo ele um dito popular que “dizem que nem um bêbado até agora morreu de covid”; Será mesmo?

No inicio do ano passado quando a pandemia iniciou, pelo menos 200 pessoas no Irã, 20 na Turquia e 17 no Peru morreram depois de ingerir bebidas adulteradas acreditando que se protegeriam da doença.

SERÁ QUE ELE ESTÁ CERTO?

Durante a pandemia de COVID-19, alguns mitos foram criados, como a ideia de que o álcool poderia proteger do contágio do novo coronavírus. Para desfazer esse equívoco e esclarecer a população mundial, a OMS lançou um guia de informações importantes sobre consumo de álcool e COVID-19.

Para evitar esse tipo de desinformação, a OMS esclareceu que o consumo de qualquer tipo de álcool não previne nem cura COVID-19 ou qualquer outra doença. Ao contrário, seu consumo – especialmente o pesado – está associado ao enfraquecimento do sistema imunológico e, portanto, de sua capacidade de combater diversas doenças, inclusive as infecciosas, como é o caso da COVID-19.

Mitos gerais sobre álcool e COVID-19:

Mito: O consumo de bebdas alcoólicas destrói o vírus que causa a COVID-19.

Fato: O consumo de bebidas alcoólicas não destruirá o vírus; inclusive pode até aumentar os riscos para a saúde se uma pessoa for infectada pelo vírus. O álcool (a uma concentração de pelo menos 60% em volume) funciona como desinfetante na pele, mas não tem esse efeito dentro do organismo quando ingerido.

Mito: Beber álcool forte mata o vírus presente no ar inalado.

Fato: O consumo de álcool não mata o vírus presente no ar inalado; não desinfeta sua boca e garganta, e não fornecerá nenhum tipo de proteção contra a COVID-19. O consumo nocivo de álcool (cerveja, vinho, bebidas destiladas ou álcool à base de plantas) debilita a imunidade e a resistência ao vírus.

Álcool: o que fazer e o que não fazer durante a pandemia de COVID-19

  • Manter-se sóbrio ajuda a manter a vigilância, agir rapidamente e tomar decisões que afetarão a si próprio e aos outros.
  • Se você beber, consuma o mínimo possível e evite ficar intoxicado.
  • Certifique-se de que crianças e jovens não tenham acesso ao álcool.
  • Discuta com crianças e jovens os problemas associados à bebida e à COVID-19.
  • Nunca misture álcool com medicamentos, mesmo remédios à base de plantas ou sem receita, pois isso pode torná-los menos eficazes ou aumentar sua potência tornando-os tóxicos e perigosos.
  • Mantenha os produtos de higiene que contenham álcool fora do alcance de crianças e pessoas que possam fazer uso indevido deles.
  • Ao trabalhar em casa, siga as regras usuais do local de trabalho e não beba. Lembre-se de que, após o almoço, você ainda deve estar em condições de trabalhar – e que isto não é possível se você estiver alcoolizado.
  • Você pode pensar que o álcool ajuda a diminuir o estresse, mas, na verdade, não é um bom mecanismo de enfrentamento. Seu consumo abusivo aumenta os sintomas de pânico e transtornos de ansiedade, depressão e risco de violência doméstica.
  • Para lidar com a tensão, tente praticar exercícios físicos dentro de casa. A atividade física fortalece o sistema imunológico e, em geral – a partir de uma perspectiva de curto e longo prazo – é uma maneira altamente benéfica de passar o período de quarentena.
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