O que define um ano, no nosso calendário civil, é o tempo que a Terra leva para dar uma volta inteira ao redor do Sol (movimento de translação). Só que esse processo, no calendário solar, não leva exatamente 365 dias — existe aí um arredondamento, para facilitar as contas.

Na verdade, segundo os astrônomos, o nosso planeta demora cerca de 365 dias e 6 horas para completar a “rota”. Se juntarmos essas 6 horas que “sobram” a cada ano, em 4 anos, teremos 24 horas extras (6 + 6 + 6 + 6 = 24). Ou seja: um dia a mais, fixado em 29 de fevereiro.
Qual seria o problema de não existir o 29/02 nos anos bissextos?
Pode parecer bobagem, mas não compensar, a cada quatro anos, essas “horas extras” bagunçaria até a nossa economia.
“Aconteceria uma desconexão entre as datas do ano civil e as estações do ano”, explica Rui Calares, coordenador do Cursinho da Poli (SP) e professor de geografia. “Isso atrapalharia a agricultura, por exemplo, e as datas de plantio e colheita.”
Dois fatores determinam se é primavera, verão, outono ou inverno em determinado hemisfério: o eixo de inclinação da Terra e a posição do planeta em relação ao Sol.
Se as 6 horas “extras” de cada ano não fossem corrigidas, nosso calendário começaria a ficar atrasado em relação às quatro estações.
“Ficaríamos defasados em relação à natureza. Depois de algum tempo, a primavera começaria só em dezembro no hemisfério sul, por exemplo”, afirma Thiago Caraviello, professor de astronomia do Curso Etapa (SP).
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