Quando Brasil e México entrarem em campo pouco antes das 16h, quando a torcida entoar o Hino Nacional a plenos pulmões como fez na Copa das Confederações, quando a bola rolar na Arena Castelão, a emoção se espalhará por todo o estádio, transbordando para a cidade, Estado, invadindo todo o País. Um confronto que se repete praticamente um ano depois e que os Deuses do Futebol, figuras imponentes que habitam o Olimpo da bola, proporcionem a alegria sentida por milhares, milhões de pessoas. À época, Neymar e Jô balançaram as redes astecas e a seleção de Felipão dava um passo importante, inclusive mentalmente, que resultaria na conquista do título das Confederações, sobre a Espanha, em um acachapante e inapelável 3 a 0, no Maracanã.
Quis o destino que o sorteio do Mundial recolocasse brasileiros e mexicanos novamente frente a frente e justamente no mesmo palco de 2013: o Castelão. O reencontro, além de todos esses ingredientes, ainda reserva um detalhe que põe um tempero a mais no duelo: quem vencer garantirá uma vaga, com uma rodada de antecedência, nas oitavas de final da Copa do Mundo. Isto porque ambos faturaram os três pontos em suas estreias e uma nova vitória será suficiente para mandar Brasil ou México na fase seguinte. Portanto, a partida válida pela segunda rodada do Grupo A tem uma importância gigantesca para as pretensões de Luiz Felipe Scolari e Miguel Herrera.
MISTÉRIO VERDE E AMARELO
A delegação brasileira desembarcou em Fortaleza no último domingo sem oba-oba, frustrando boa parte dos torcedores que saíram de casa para prestigiar os craques. O mistério feito por Felipão não parava por aí. O treinador fez questão de antecipar quepela primeira vez desde que reuniu os 23 convocados fecharia o treino canarinho e esconderia ao máximo o que pretende fazer no duelo contra o México. E assim fez Scolari. Os 15 minutos de atividade liberados para torcida e imprensa, Neymar e companhia fizeram apenas um trabalho leve de alongamento, sem dar pistas das pretensões de Felipão. Do outro lado da cidade, Hulk, acompanhando do médico José Luiz Runco, passava por um exame de ressonância magnética para saber a gravidade dos incômodos que vem sentindo nos últimos dias.
Eis o motivo de tanto segredo. O atacante do Zenit – apesar de não ter tido nenhum problema constatado no exame – não trabalhou com os companheiros e não tem vaga garantida entre os titulares. Em Teresópolis, quando Hulk deixou o treinamento alegando dores, o volante Ramires foi promovido ao time principal e deu mais consistência ao meio-campo brasileiro, fortalecendo a marcação, principalmente do lado direito da defesa, por onde desce o lateral mexicano Layún, principal válvula de escape de La Tri. Outra opção seria a entrada de Bernard, que atua basicamente com a mesma função do camisa 7. Scolari não quer dar chances ao adversário e promete esconder o jogo até o último instante.
VAI PRA CIMA
O técnico do México, Miguel Herrera, afirmou, ontem, que manterá o mesmo time que venceu Camarões por 1 a 0, na estreia da Copa para enfrentar o Brasil. Sendo assim, Chicharito Hernández, uma das estrelas mexicanas e que atua no Manchester United, seguirá apenas como opção no banco de reservas. “Seremos um rival muito digno, que tratará de levar os três pontos. Nosso melhor jogo é abrir o campo. Sabemos que eles têm uma equipe sólida”, analisou o técnico de acordo com o diário mexicano Record.
ESCALACOES BRASIL
Julio César; Dani Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo Paulinho e Oscar; Hulk (Ramires), Neymar e Fred.
Técnico: Luiz Felipe Scolari.
MÉXICO
Ochoa; Layún, Maza Rodríguez, Rafa Márquez, Héctor Moreno e Paul Aguilar; Gallo Vázquez, Guardado e Herrera; Peralta e Giovani dos Santos. Técnico: Miguel Herrera.







