O pai da prefeita de Jati, Mônica Marino, Romonilson Mariano, foi condenado por irregularidades no uso de recursos da educação quando era prefeito de São José do Belmonte, Pernambuco. O Tribunal de Contas de Pernambuco determinou o ressarcimento de R$ 82,8 mil aos cofres públicos e multou os responsáveis pela gestão. A auditoria apontou que a prefeitura utilizou cheques nominais para pagamentos, violando o Decreto Federal n° 7.507/2011 e a Resolução FNDE n° 44/2011, que exigem movimentação eletrônica. Em alguns casos, os cheques foram endossados a terceiros, dificultando o rastreamento dos recursos. Além disso, não houve comprovação efetiva da prestação dos serviços pagos, como locação de veículos para a área educacional.
O OUTRO LADO – A defesa, que deve estar recorrendo, sustentou que o uso de cheques não configuraria irregularidade, pois se tratava de recursos de precatórios do FUNDEF, e que os serviços teriam sido executados. No entanto, o Tribunal de Contas rejeitou essa justificativa, reforçando a obrigatoriedade do uso eletrônico dos recursos e a falta de comprovação das despesas.
Além de Romonilson, outros gestores foram responsabilizados, incluindo a ex-secretária de Educação e o ex-coordenador de Controle Interno.
A FILHA – No âmbito de sua própria gestão, Monica Marino, prefeita de Jati, Ceará, também enfrenta dificuldades com as contas de 2022, que estão sendo adiadas pela Câmara Municipal. Um parecer do Tribunal de Contas do Estado do Ceará apontou irregularidades, como excessos na arrecadação e repasses financeiros acima do permitido. Segundo as informações, até agora, a prefeita não obteve os seis votos necessários para aprovação, com cinco vereadores a apoiando e quatro contra.





